Petrobras deve reverter prejuízo e fechar terceiro trimestre no azul

A Petrobras deve apresentar hoje ao mercado o quarto trimestre consecutivo de lucro líquido. Sem a previsão de repetir os ‘impairments’ (baixas contábeis por redução ao valor recuperável de ativos) que levaram ao seu último prejuízo trimestral, há um ano, a estatal deve fechar o terceiro trimestre com um lucro líquido de R$ 2,7 bilhões, segundo a média das projeções de quatro casas de análise consultadas pelo Valor (UBS, Santander, Itaú BBA e Morgan Stanley).

No terceiro trimestre de 2016, a empresa anunciou um ‘impairment’ de R$ 15,7 bilhões, em função da queda na taxa de câmbio e alta do “risco Brasil’, e um prejuízo de R$ 16,45 bilhões. Desde então, a companhia não reportou novas baixas contábeis. A reversão do prejuízo, no terceiro trimestre deste ano, contudo, deverá ser acompanhada de uma redução de 6,95% nas receitas líquidas, para uma média de R$ 65,54 bilhões.

“Esperamos que a Petrobras divulgue resultados neutros neste trimestre. A receita terá ligeira diminuição na comparação com o segundo trimestre, já que o preço médio realizado caiu cerca de 4% no período”, cita o relatório do Itaú BBA.

Ainda segundo o banco, apesar da revisão da política de preços dos combustíveis, que passou a adotar reajustes diários, a Petrobras não deve apresentar no terceiro trimestre uma recuperação de participação de mercado, já que as importações continuaram elevadas. O Itaú aposta, ainda, na manutenção dos cortes nos custos, além de despesas “sob controle”.

“Os custos recorrentes devem ter se mantido em queda, depois das iniciativas de cortes de custos. O custo de extração em dólar deve ter leve alta no segundo trimestre, refletindo a menor produção e a apreciação do real. O refino deve ficar estável, enquanto as despesas gerais e administrativas estão sob controle”, acrescenta o banco.

As quatro casas de análise consultadas projetam, ainda, uma alta de 1,25% no Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ante igual trimestre de 2016, para uma média de R$ 21,87 bilhões.

Com a estabilização da situação financeira da Petrobras, a expectativa do mercado com relação à companhia agora se concentra na definição da negociação do contrato da cessão onerosa com a União. O comando da petroleira trabalha com a possibilidade de a estatal ser credora no processo, tendo a receber recursos do governo, que poderão ser pagos em dinheiro.

ou petróleo.

 

Fonte: Valor Econômico