A Petrobras avalia a possibilidade instalar uma segunda turbina a gás natural de 161 MW na UTE Euzébio Rocha (216 MW) que será inaugurada amanhã, na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, com a presença do presidente Lula. O valor do investimento vai depender de análises técnico-econômicas e da programação de leilões oficiais de energia, disse nesta terça-feira (9/3) o gerente-geral de Ativos de Energia, Roberto Machado.
A Petrobras vai concentrar agora esforços no fechamento de ciclo das usinas Luis Carlos Prestes ( 262 MW, Três Lagoas, MS) e Sepé Tiaraju (161 MW, Porto Alegre,RS), ambas inclusas no PAC. Também estão em andamento as obras de conversão de três outras unidades localizadas em Manaus, das quais uma em sociedade com a Manauara e duas com a Breitner, a um custo estimado em R$ 250 milhões.
O investimento previsto na instalação de duas turbinas a vapor da Siemens em Três lagoas é da ordem de R$ 400 milhões e vai acrescentar 120 MW, com previsão de conclusão em 2012. Já em Porto Alegre, será acrescentada uma turbina – ainda sem fabricante revelado – que permitirá acréscimo de 80 MW, com um investimento de R$ 350 milhões. A energia adicional será produzida sem aumento do atual consumo de gás – 2,1 mihões de m3/dia em Três Lagoas e 1 milhão de m3/dia em Porto Alegre – e servirá de lastro para contratos já firmados pela Petrobras. "Conseguimos reduzir algo em torno de 50% o valor das obras porque em vez de dois EPCs decidimos quebrar todas demandas em 21 contratos junto a empresas locais", informou Roberto Machado.
Já em operação comercial e em ciclo fechado, a UTE Euzébio Rocha conta com uma turbina GE, de 161 MW, e uma turbina a vapor Siemens, de 55 MW. A construção custou R$ 1,032 bilhão e ficou sob responsabilidade da Skanska e Camargo Corrêa. O conjunto térmico pode fornecer 860 t/h de vapor. Desse total, 415 t/h já estão em uso nos processos da refinaria, enquanto que a capacidade restante permanece em stand by.
Com a ativação de Eusébio Rocha será desligada a antiga casa de força da RPBC, movida a óleo combustível, com redução de 75% das emissões que passam de 24,8 t/dia para 6,25 t/dia. O gás consumido na termelétrica, cerca 1,1 milhão de m3/dia, poderá vir tanto dos campos paulistas de Merluza e Lagosta quanto da Bolívia ou Rio de Janeiro, disse o gerente-executivo de Marketing e Comercialização da área de Gás e Energia, Antônio Eduardo Monteiro de Castro. Da energia gerada, 47 MW se destinam à refinaria e 141 MW são injetados no Sistema Interligado Nacional (SIN) e foram comercializados em leilão de A-5, realizado em 2005, por um prazo de 15 anos. É um reforço para a rede local que atende o pólo petroquímico de Cubatão, responsável por uma demanda diária de 10,5 mil MW.
|