Depois de nove anos de estagnação, a Gasmar se prepara para sair da fase de pré-operação e iniciar as obras do gasoduto Meio-Norte ainda neste ano. De acordo com o presidente da distribuidora maranhense, Matias Frota, a última etapa para a viabilização do duto de 948 km de extensão é o enquadramento do projeto na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) do Ministério de Minas e Energia, que deve ser feito neste semestre. A expectativa é que a linha entre em operação no início de 2013, caso não existam atrasos na obra.
Ao todo, serão investidos cerca de R$ 2 bilhões no gasoduto que percorrerá 37 municípios dos estados do Ceará, Maranhão e do Piauí, partindo de Caucaia (CE), com destino a São Luis (MA), passando por Teresina. O gasoduto, que já possui a autorização da ANP e a licença prévia ambiental, deverá ter 20” de diâmetro e uma capacidade de transporte de 5,4 milhões de m³/dia.
Até lá, a Gasmar pretende adotar uma logística alternativa para distribuir o energético pelo estado. “Estamos trabalhando com a possibilidade de transportarmos GNC da Bacia de Barreirinhas. Ainda não podemos fixar uma data, mas essa distribuição ocorrerá antes do término das obras do Gasoduto”, comentou o executivo.
O governo do Maranhão calcula demanda potencial de cerca de 3 milhões de m³/dia de gás, por conta do desenvolvimento industrial observado nos últimos anos. O volume pode ser ainda maior caso seja contabilizada a substituição de carvão mineral das térmicas da região. Outro ponto positivo: a geração de empregos, que deverá ser de 2,8 mil postos de trabalho diretos e indiretos com a obra.
Inicialmente, os setores priorizados serão o industrial e automotivo, contou o presidente da Gasmar. “Temos foco nos demais setores também, porém o atendimento virá com a implantação dos gasodutos de distribuição secundária e a capilarização da rede, o que requer mais tempo”, explicou Matias Frota.
“Mais do que nunca é altamente estratégico dispor do gás natural na matriz energética do Maranhão. Assim apoiamos o crescimento já existente e oferecemos as condições propícias para atrair novos projetos”, observou o executivo.
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