A contratação de uma frota de caminhões que serão responsáveis pelo transporte de óleo combustível/diesel das refinarias do Sudeste para as usinas termelétricas - mobilizando REDUC, REGAP, REPLAN e REVAP; a redução do consumo interno de gás natural da Petrobras para desviá-lo às termelétricas; a urgência na ligação do gasoduto Cabiúnas-Vitória, entre outras medidas, mostram que as autoridades em energia - em nível nacional - despertaram para a necessidade de uma solução para o problema que se aproxima e que transcende a matemática e os modelos econômicos.
Entenderam a necessidade de ter que enfrentar a questão não só sob a ótica técnica e política, mas, e sobretudo, considerando o alto vetor social envolvido no assunto. O Brasil sinaliza agora, de forma convicta, o reconhecimento do equívoco realizado e parte para a mitigação substancial dos riscos envolvidos.
Estamos todos no país montando nosso "Plano B" para a área de energia em "pleno vôo" ... no "próprio front" ... de "frente para o problema" ...
Não está faltando bom senso e discernimento às autoridades para garantir a energia elétrica necessária ao País sem tumultuar o mercado de gás natural. A percepção agora é de que a questão está sendo efetivamente, atacada.
A ABEGÁS sente-se recompensada por ter tido a oportunidade de sugerir às autoridades estaduais e federais, por escrito, muito do que está sendo aplicado para reduzir os riscos de uma crise energética, apresentando-se como um dos importantes colaboradores para a solução.
Em carta datada de 05/12/2007 (aprovada na 20ª Assembléia Geral realizada na cidade de Tiradentes/MG, em 30/11/2007), a ABEGÁS tomou a iniciativa de tornar pública sua posição a favor da utilização de óleo combustível/diesel prioritariamente nas térmicas, assim como a redução do consumo interno da Petrobras, na época conflitante com as vertentes de pensamento da União Federal, ainda abalada pelo desabastecimento de gás natural ocorrido, pontualmente, em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 30/10/2007.
Precisamos continuar a acreditar no que pensamos, no que estudamos, nas conclusões a que chegamos, mas acima de tudo, temos o dever cívico de sugerir, discutir e validar propostas, de forma estritamente profissional e apolítica, para aqueles que decidem. É dessa forma que a ABEGÁS está ocupando seu espaço, ratificando sua legitimidade e construindo seu futuro.
Aceitar o equívoco foi a grande virtude demonstrada pelas autoridades, acabando por proporcionar-lhes a relevante oportunidade em corrigí-lo e a ABEGÁS apóia essa movimentação de forma incondicional.
A Geração de Energia Elétrica no Brasil necessita das térmicas, mas as térmicas não necessitam prioritariamente só do Gás Natural.
Atingindo o resultado, o mercado e a sociedade, certamente agradecerão!
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Lei do Gás
A ABEGÁS, junto com a ABAR (Associação Brasileira de Agências de Regulação) e o Fórum Nacional de Secretários de Estado para Assuntos de Energia, entregarão ao Senado Federal, em data a ser marcada, o parecer jurídico/constitucional sobre o PLC 90/07 "Lei do Gás", mostrando as incoerências que ainda persistem no documento no tocante à Constituição Federal.
Participe, opine e vamos em frente!