De acordo com o levantamento da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado – ABEGÁS, o segundo semestre do ano começou estável para o mercado de gás natural. Foram consumidos, em julho, 50,4 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, mantendo-se a média dos últimos meses.
Comparando-se o consumo de julho com o início do segundo semestre do ano de 2007, este dado representa um aumento de 28,95%. Este crescimento expressivo foi ocasionado pelo segmento termelétrico. As termelétricas dos Estados do Rio de Janeiro, Ceará, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul consumiram juntas 3,3 milhões m³/dia de gás natural em julho de 2007. Já em 2008, 12,6 milhões de metros cúbicos diários de gás natural foram destinados para a geração elétrica. Porém, mesmo se não considerado o consumo deste setor, o quadro continua positivo: crescimento acumulado de 4,39% em relação a 2007.
Com exceção do automotivo, todos os segmentos apresentaram crescimento significativo no início do segundo semestre de 2008 com relação a 2007. O segmento cogeração surpreendeu com um aumento de 21,24%, seguido pelo residencial com 10,62% e comercial com 6,78. Correspondendo a 54,48% do consumo nacional, o segmento industrial consumiu 27,4 milhões m³/dia, representando um aumento de 6,42% em relação ao início do segundo semestre de 2007.
O único segmento a apresentar ligeira retração – automotivo – consumiu 6,7 milhões de metros cúbicos, o que representa uma queda de 1,8% em relação ao mesmo período de 2007.
A Região Sudeste segue como a maior consumidora do energético com uma média de 39,3 milhões de metros cúbicos por dia. Na seqüência, estão as regiões Nordeste (6,5 milhões m³/dia), Sul (4,3 milhões m³/dia), Centro-Oeste (89 mil m³/dia) e Norte (2 mil m³/dia).
De julho de 2007 a julho de 2008, as distribuidoras ampliaram a rede de distribuição em 5,75%. A malha de distribuição de gás natural conta atualmente com 16.308,55 km. E são mais de 1,400 milhão de clientes, entre indústrias, residências, postos de combustíveis e comércio, que utilizam o insumo energético. |