De janeiro a maio de 2007 o consumo do gás natural manteve a média de 38,6 milhões de metros cúbicos diários, de acordo com dados da ABEGÁS (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado). Com relação ao mesmo período no ano anterior, o consumo de gás natural apresentou em aumento de 7%, desconsiderando-se o mercado termoelétrico.
Correspondendo a 66% do consumo nacional, o segmento industrial comercializou 25,9 milhões m³/dia, representando um aumento de 6,9% em relação ao mês de abril de 2007. Os setores residencial e comercial apresentaram, respectivamente, crescimento de 14,9% e 9,7 em relação ao mesmo período de 2007. Já o segmento co-geração consumiu 1,7 milhões m³/dia, 1,24% a mais ante ao consumido em abril de 2007.
Um menor acionamento das térmicas, devido à situação hidrológica confortável do país, reduziu o consumo de gás para o segmento elétrico. As termelétricas consumiram 2,6 milhões m³/dia de gás natural em maio de 2007, enquanto no mesmo mês do ano passado a média diária foi de 6,2 milhões m³.
Além da geração elétrica, o único setor a apresentar retração foi o automotivo. O número do volume comercializado do GNV manteve a média do mês anterior – 6,9 milhões m³/dia. Porém, se comparado com o mesmo período do ano anterior, os números apresentam um crescimento de 12,9%. O gás natural já abastece quase 5% dos veículos no país.
Em meio à polêmica sobre o gás boliviano, depois de mais anúncios de nacionalização feitos pelo governo de Evo Morales em 1º de maio, foi o gás natural brasileiro que ficou mais caro em alguns Estados no mês de maio. O percentual, entretanto, foi diferenciado devido ao custo do transporte. |