De acordo com dados da Abegás - Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado, o volume de gás natural comercializado no mês de dezembro foi de 42 milhões de metros cúbicos diários, representando um crescimento de 1,93% em relação ao mês anterior. Comparando com o mesmo período do ano passado, o volume de vendas diminuiu 2,77%.
Os segmentos automotivo e geração elétrica apresentaram aumento de 6,16% e 24,88%, respectivamente. Os outros setores apresentaram retração. A maior queda do período foi no consumo residencial com menos 8,67%, esta variação deve-se principalmente às questões climáticas e também ao período das férias no mês de dezembro.
O segmento industrial apresentou uma retração de 4,37% devido a acentuada redução das vendas da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) para o setor (- 8,6%). A Comgás informou que a queda ocorreu pela sazonalidade do período. “Foi um momento natural. No mesmo período de 2005, apresentamos uma retração de 4,2%. Em 2006, a queda foi um pouco maior, mas mesmo assim, isso não impediu que o segmento industrial fechasse o ano com aumento de 12,2% em relação a 2005”, declarou Sergio Luiz da Silva, diretor do mercado de segmento industrial, grande comércio e GNV da distribuidora paulista, informando ainda que as pequenas e médias indústrias foram as responsáveis pela redução no volume.
Já o segmento comercial sentiu os efeitos da crise aérea com a queda da atividade turística em todo o país. O consumo do segmento diminuiu 4,29% em relação à novembro.
O número de extensão de redes ultrapassa os 14 mil quilômetros de extensão e o número de clientes, espalhados em todo o Brasil, já ultrapassam 1,238 milhões, distribuídos em todos os segmentos de consumo.
O ano de 2006 foi marcante para o gás natural. Apesar do panorama crítico causado pela nacionalização das reservas de gás natural, adotada pelo governo boliviano em decreto datado de 1º de maio, e da previsão de um aumento no preço do gás importado, o gás natural bateu recorde de comercialização no ano. O pico aconteceu no mês de outubro, quando o consumo atingiu 44,5 milhões m³/dia.
Além de novo recorde na comercialização, o mês de outubro foi marcado pelo acordo entre Petrobras e YPFB. A Petrobras foi uma das dez empresas que assinaram novos contratos com o Governo boliviano para adequar suas atividades à regulamentação do decreto de nacionalização. |