O consumo nacional de gás natural continua perdendo força e apresentou queda acentuada no início do segundo semestre do ano. De acordo com os dados estatísticos da ABEGÁS - Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado, o volume de gás natural comercializado atingiu a média diária de consumo de 37,2 milhões de metros cúbicos de gás, uma queda de 27,59% em relação ao início do segundo semestre de 2008. Se desconsiderarmos o consumo termoelétrico, a queda seria um pouco menor: 18,87%.
A redução acentuada foi puxada, principalmente, pela redução na comercialização para o segmento industrial, provocada principalmente pela falta de competitividade do gás natural em relação aos outros combustíveis, como o óleo combustível. As indústrias, responsáveis por 62,49% do total consumido, retraíram sua demanda por gás natural em 24,17%.
Além disso, o período de férias e um menor acionamento das térmicas, devido às constantes chuvas que mantiveram elevado o nível dos reservatórios, também contribuíram com a retração sentida em todos os setores. A maior queda ocorreu no segmento termoelétrico (geração elétrica) com 52% a menos do consumido no mesmo período do ano anterior. Na seqüência, estão os setores automotivo, comercial e de co-geração com retração de, respectivamente, 14,26%, 4,82% e 4,75%. O segmento residencial foi o único que apresentou crescimento: 2,99%.
Os dados do segundo semestre do ano demonstram que a falta de política energética e o alto preço de custo do gás natural estão fazendo o insumo perder gradativamente a competitividade em todos os segmentos. E quando comparado com o mês de julho do ano anterior, os números também não são animadores: a queda fica em 26,19%, quando considerado o consumo elétrico; e de 11,61, se não considerado.
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