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Com aumento de 16,3% em 2014, consumo de gás natural minimizou crise no setor elétrico

Crescimento é resultado da manutenção do despacho termelétrico. Ao longo do ano, o consumo das térmicas subiu 27%

Levantamento estatístico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (ABEGÁS) aponta que o consumo de gás natural no país cresceu 16,3% em 2014, na comparação com o ano anterior. O segmento de geração elétrica foi o maior responsável pelo aumento, com alta de 27% em relação a 2013. “Com as térmicas despachando 100% para compensar os baixos níveis dos reservatórios e garantir a oferta de energia, o crescimento do consumo de gás natural contribuiu para minimizar os efeitos da crise hídrica e consequemente no setor elétrico, comprovando a importância do gás natural na expansão da matriz elétrica nacional. É importante darmos mais eficiência ao modelo atual. Com a antecipação do pico de consumo de energia elétrica entre 14h e 15h puxado, essencialmente pelo uso de aparelhos de ar condicionado em função das altas temperaturas, é fundamental pensarmos na utilização de aparelhos a gás natural, principalmente em grandes empreendimentos comerciais, industriais e aeroportos”, destaca Augusto Salomon, presidente executivo da ABEGÁS. O consumo médio diário subiu de 67,2 milhões para 78,1 milhões de metros cúbicos (m³).

Outros segmentos que se destacaram em 2014 foram os de cogeração e comercial. A cogeração a gás natural, alternativa para a geração de energia elétrica com menor custo e mais eficiência, cresceu  4,2% em 2014 e 17,3% em relação a dezembro de 2013. “Enquanto a eficiência de uma térmica é de aproximadamente 60%, a eficiência da cogeração pode chegar a 95%. Outra vantagem é que ao desenvolver a cogeração, temos em contrapartida o crescimento de um mercado específico, onde podemos alocar o aumento da produção de gás natural”, ressalta Salomon. Já o segmento comercial apresentou crescimento de 2,96% em 2014 e 4,6% na comparação entre os meses de dezembro e novembro.

O segmento industrial manteve-se estável em 2014, com crescimento de 1,1% na comparação com o acumulado do ano anterior e 3,8% em relação a dezembro de 2013. Porém, a queda da atividade industrial no país, em dezembro de 2014, resultou na retração de 7% do consumo, quando comparado a novembro do mesmo ano.

O consumo de GNV apresentou ligeiro crescimento, 0,6%, em dezembro, comparado a novembro de 2014.  Embora o segmento tenha registrado retração de 3,2% no acumulado do ano a expectativa é de crescimento expressivo em 2015, em virtude da economia proporcionada pelo GNV na comparação com a gasolina e o etanol.

Fortemente impactado pela redução no consumo de água na região Sudeste em virtude crise hidrológica na região, a utilização residencial apresentou recuo, com retração de 3,9% em 2014, comparado a 2013. Os segmentos comercial, residencial e automotivo concentram o maior número de consumidores de gás, atualmente superior a 2,5 milhões, e seu atendimento tem gerado investimentos expressivos na construção de redes de distribuição e instalação de equipamentos.

O presidente executivo da ABEGÁS demonstra otimismo quanto ao futuro do setor. Para ele, o Brasil terá disponibilidade de gás natural crescente nos próximos anos, porém alerta para a necessidade de incentivo para outras soluções para o uso do combustível. “Em oito anos teremos sobra de 30 milhões de metros cúbicos/dia do gás natural. Entre as formas de se expandir o uso do gás natural na matriz elétrica nacional estão a ampliação da cogeração e o investimento em Geração Distribuída, que pode contribuir de forma muito mais eficiente para o atendimento da demanda por geração elétrica, disponibilizando energia nova ao mercado consumidor em um prazo de 180 meses”.

Fonte: Comunicação ABEGÁS

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