Representantes das distribuidoras de gás natural querem que exista uma obrigatoriedade para que os consumidores de grandes volumes migrem para um mercado livre, a exemplo do que ocorre no setor elétrico.
Embora o segmento de gás natural não tenha essa modalidade de compra, em que clientes com contas altas podem escolher de quem adquirir, já há regulamentações estaduais que criam essa possibilidade de comercialização.
O diretor-executivo da Gás Natural Fenosa do Brasil, Bruno Armbrust, defendeu a transição compulsória em uma reunião na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).
A liberalização precisa acontecer em uma única velocidade: à medida que surgem mais comercializadores, e não só a Petrobras, na outra ponta, é preciso que as indústrias comprem.
Essa regra, diz o executivo, deveria ser para o país todo, ainda que a legislação sobre o gás natural seja estadual.
Apesar de discordar da ideia de uma legislação nacional para o tema, Augusto Salomon, diretor-executivo da Abegás (associação das empresas) diz ser favorável à migração obrigatória.
Uma lei em São Paulo regulamenta o mercado livre, mas ele não existe na prática, de acordo com o executivo.
No Rio de Janeiro, pode-se comprar diretamente do produtor desde 2012, e só duas térmicas fazem isso. Ambas são da Petrobras e compram da própria Petrobras.
Tirar os maiores clientes das carteiras das distribuidoras de gás natural seria uma forma de reduzir o risco delas, que, hoje, são obrigadas a adquirir volumes muito grandes, diz Salomon.
Fonte: Folha de S.Paulo / Coluna Mercado Aberto
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