A Petrobras pretende avançar, no próximo mês, com a negociação da Transportadora Associada de Gás (TAG), empresa responsável por uma rede de gasodutos das regiões Norte e Nordeste e que é o principal ativo à venda pela companhia neste momento. Três grandes grupos estão no páreo por 90% da empresa.
Segundo duas fontes consultadas pelo Valor, os candidatos são um consórcio formado pelo fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos Mubadala e a EIG (dona da Prumo Logística); um consórcio formado pelo grupo australiano Macquarie, o fundo de pensão canadense Canada Pension Plan Investment Board (CPP IB), o fundo soberano de Cingapura GIC e a Itaúsa; e um consórcio liderado pela Engie, com outros investidores. Os três têm até março para apresentar proposta vinculante.
O processo de venda da TAG foi iniciado em setembro. A transportadora possui cerca de 4,5 mil quilômetros de gasodutos e receitas anuais que totalizam cerca de US$ 4,7 bilhões.
A TAG é um dos ativos mais relevantes do programa de desinvestimentos da Petrobras, que prevê venda de US$ 21 bilhões para o biênio 2017-2018. Sozinha, a venda da transportadora tem potencial para superar todos os recursos levantados pela estatal desde o ano passado.
Num ano marcado pela reestruturação da sistemática de seu programa de venda de ativos, após exigência do Tribunal de Contas da União (TCU), a Petrobras acelerou o passo no fim do ano. Desde novembro, ela anunciou US$ 4,45 bilhões em parcerias e venda de ativos – 21% da meta. Nos últimos meses, a petroleira fechou acordo para venda de 25% do campo de Roncador, na Bacia de Campos, para a Statoil (US$ 2,9 bilhões); e de 100% do campo de Azulão, no Amazonas, para Eneva (US$ 54,5 milhões). E a abertura do capital da BR Distribuidora, levantando R$ 5 bilhões (US$ 1,5 bilhão).
Segundo uma fonte, a expectativa é que a Petrobras consiga levantar, com a TAG, pelo menos os US$ 5,2 bilhões obtidos com a venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), para um consórcio liderado pela Brookfield, em 2016.
Dentre os potenciais interessados, a Engie já manifestou publicamente o interesse de entrar no mercado brasileiro de gás.
Em janeiro, durante participação no Fórum Econômico Mundial, de Davos, na Suíça, representantes da Engie marcaram um encontro bilateral com o presidente da Petrobras, Pedro Parente.
Fonte: Valor Econômico
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