Os preços do petróleo fecharam em alta na quinta-feira (2), devolvendo as perdas no começo da tarde, depois de alcançarem, ontem, novas mínimas de quase seis semanas.
Os contratos do WTI para setembro fecharam em alta de 1,92%, a US$ 68,96 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto os contratos do Brent para outubro subiram 1,46%, a US$ 73,45 o barril na ICE, em Londres.
Os preços do petróleo sofreram queda acentuada ontem, depois que os dados do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) apontaram uma alta inesperada dos estoques americanos de petróleo bruto. As perdas se estenderam até o final da manhã de hoje, quando os contratos da commodity passaram a devolver as perdas.
Parte da recuperação foi desencadeada pela reação dos investidores a padrões de análise gráfica, disse Kyle Cooper, consultor da ION Energy.
Os futuros do WTI caíram à sua média móvel de 100 dias de cerca de US$ 67,90 por barril antes de mudar de direção.
“Depois de quebrarmos a média móvel de 100 dias, tivemos todas as oportunidades para que os investidores com posições longas liquidassem”, disse Cooper. “Isso não aconteceu”, ajudando a renovar o interesse dos investidores.
Alguns analistas sugerem que a recuperação pode ser temporária, considerando os dados de estoques do DoE e outras indicações de que a oferta de petróleo está crescendo.
Tamas Varga, analista da corretora PVM Oil Associates, observa que os estoques comerciais totais dos EUA, que incluem
produtos refinados, cresceram o correspondente a 3,803 milhões de barris na semana passada, totalizando 408,74 milhões, de acordo com dados divulgados na quarta-feira (1º de agosto) pelo DoE. O dado contrariou a expectativa de consenso, que era de queda de 2,2 milhões de barris.
“Os estoques ainda estão bem abaixo do padrão histórico, mas um aumento dessa magnitude não cai bem para os que, no mercado, apostam na alta dos preços”, acrescenta Varga.
Além disso, há a questão da produção global, em expansão. Analistas da consultoria JBC Energy estimam que a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tenha crescido em 300 mil barris/dia em julho, na comparação com o mês anterior, com a Arábia Saudita, líder de fato do cartel, como “principal catalisador desse crescimento”.
Autoridades da Rússia, país que divide com a Arábia Saudita a condição de maior exportador mundial da commodity, reportaram que a produção russa no mês passado ficou em 11,21 milhões de barris/dia, em comparação a 11,07 milhões de barris/dia em junho.
Fonte: Valor Online
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