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Mais chances para supridores de gás para o Centro-Sul

Novo prazo de chamada pública deve representar incremento no número de propostas a serem enviadas pelos supridores

A postergação da chamada pública de contratação de gás natural por parte das distribuidoras do Centro-Sul do país pode representar um incremento no número de propostas a serem enviadas pelos supridores. A avaliação é do diretor para América Latina de Gás e GNL da Wood Mackenzie, Mauro Chavez. Ele acredita que a contratação de gás por parte das distribuidoras deve envolver montantes que podem chegar a até US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 24 bilhões) na comercialização, incluídos nesse valor, além da compra da molécula, os custos relativos ao transporte do combustível.

 “Um negócio de tal magnitude requer mais tempo para a elaboração da estratégia”, observa Chavez.

As cinco distribuidoras do Centro-Sul que coordenam a chamada pública anunciaram a postergação do prazo para envio de propostas de oferta de gás para 2019. A justificativa apresentada por elas foi de que as consultas públicas sobre a abertura do mercado de gás pela ANP e sobre o edital da chamada de capacidade de transporte pela TBG pesaram na decisão.

Enquanto as consultas da ANP e da TBG seguem, as empresas terão tempo adicional para fazer propostas mais robustas, já que podem ocorrer avanços nas agendas de transporte e processamento do gás, além da capacidade a ser ofertada pela transportadora do Gasbol.

Eleições

A proximidade das eleições, no entanto, teve pouca influência no adiamento do processo. Na avaliação do executivo, o jogo político pode até influenciar positiva ou negativamente no andamento na abertura do mercado de gás, mas há ações infralegais que podem andar em paralelo.

Aliás, essas ações são consideradas fundamentais para a reforma do marco regulatório do gás no Brasil, visto que a janela de negociações com os bolivianos é curta. O primeiro contrato de importação, de 18 milhões de m³/dia, vence em 31 de dezembro de 2019.

 

Fonte: Brasil Energia Online

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