Atualmente, porém, compra de GNL para complementação térmica é considerada a opção mais viável para fazer frente a variação da geração
A longo prazo, a estocagem subterrânea de gás natural pode ser uma alternativa para a intermitência das usinas de energia renovável, como a eólica e a solar, a longo prazo. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estuda a forma mais viável de fazer com que a estocagem seja compatível com o mercado nacional, do ponto de vista do balanceamento da oferta.
O GNL é considerado, atualmente, a opção mais viável do ponto de vista da flexibilidade para a operação das renováveis por meio da complementação termelétrica.
Empresas também já buscam essa alternativa para projetos. Na Bahia, por exemplo, há um campo com autorização e que passa, atualmente, por estudos para definir a capacidade de estocagem e as técnicas empregadas para manutenção do gás no reservatório, entre outros fatores. O consultor técnico da área de Gás Natural da EPE, Gabriel Figueiredo da Costa, explicou à Brasil Energia que dados preliminares indicam a possibilidade de estocagem de aproximadamente 150 milhões de m³ nesse campo, embora dados mais precisos ainda precisam ser obtidos em outras pesquisas.
Na Europa, o perfil da estocagem é outro: fazer frente à demanda dos países que usam o gás para calefação, o que ocorre com frequência no inverno do hemisfério norte, o que causa volatilidade na oferta e, consequentemente, preços mais caros ao consumidor.
Atualmente, o GNL é comprado no mercado spot a uma média de US$ 8,42 por milhão de BTU, sendo importado de países como Bélgica, Noruega, Catar, Estados Unidos, Nigéria, Angola e Trinidad e Tobago. O volume total regaseificado em 2018, até setembro, foi de 553,1 milhões de m³. Esse volume de GNL é direcionado, principalmente, para o consumo térmico.
Fonte: Brasil Energia Online
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