Diretor da Naturgy defende adoção de cronograma de transição bem definido para fomentar a concorrência no suprimento
O diretor de Planejamento da Naturgy, Sérgio Soares, reiterou que é favorável à introdução de um mecanismo de migração obrigatória de clientes do mercado cativo para o ambiente livre de gás. Para isso, seria importante ter um cronograma de transição bem definido, assim como foi feito em experiências internacionais de ampliação do mercado livre, como na Espanha e no México. Essa abertura do mercado livre é uma das alternativas para fomentar a concorrência no suprimento e, portanto, queda nos preços.
Durante participação em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) sobre o mercado de gás natural nesta quinta-feira (21/3), o executivo explicou as diferenças entre os processos de reajustes tarifárias no Rio e em São Paulo. No estado fluminense, os reajustes ocorrem a cada três meses, o que contribui para diminuir o impacto da variação do preço do insumo nas tarifas.
Em São Paulo, os repasses só são feitos a cada 12 meses. Na última revisão, houve aumento de 30% no preço do gás para a classe industrial em São Paulo.
No entanto, apesar de o Rio de Janeiro ter acumulado alta de 98% no preço do gás nos dois últimos anos, Soares acredita que as condições de repasses são melhores. O dado está em estudo da Firjan, divulgado recentemente, onde mostra que as indústrias pagaram um acumulado de R$ 200 milhões com essa elevação de preço.
Para o presidente do conselheiro-presidente da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio de Janeiro (Agenersa), José Bismarck, é preciso que haja consenso sobre a melhor forma de equalizar o preço do gás para que nenhuma ponta de consumo seja prejudicada, pois a tarifa do gás inclui outros custos que não só a aquisição da molécula, como o transporte até o consumidor final, por exemplo.
Fonte: Brasil Energia
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