Campo é o responsável por prover o gás natural que é exportado para o Brasil
Pela primeira vez, após as dúvidas envolvendo sua produção de gás natural, a Bolívia admitiu que o campo de San Alberto, no departamento de Tarija, um dos principais do país, enfrenta declínio de produção. É deste campo que vem o gás que abastece as importações brasileiras do insumo.
Por conta disso, o país enfrenta dificuldades em disponibilizar o gás para venda ao Brasil. O vice-presidente Operacional da YPFB, Gonzalo Saavedra, entretanto, minimizou o problema ao dizer que a queda é natural e que existem outros projetos em carteira que podem repor essa reserva. Entre eles, citou os campos Los Monos, em Villa Montes, os novos poços em produção na área do Chaco boliviano e os que estão sendo perfurados em Boyuy X-2, em Caraparí; em Huacareta, entre os departamentos de Tarija e Chuquisaca; e o poço Jaguar X-6, em Entre Ríos.
Segundo o vice-presidente boliviano, o declínio de San Alberto não é o único fator de dificuldade. Problemas de perdas no transporte ou na compressão do energético, além da variação de demanda, que tem sofrido intensa flutuação, também contribuem para as dificuldades de entrega do gás natural ao mercado brasileiro.
O país tem reservas de 10,7 trilhões de pés cúbicos de gás e tenta duplicar essa produção para algo em torno de 20 trilhões de pés cúbicos até 2025, o que daria segurança aos bolivianos com relação à confiabilidade de seu gás.
Fonte: Brasil Energia
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