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Petróleo fecha a sessão estável, à espera de dados de estoques nos EUA

Os preços do petróleo encerraram a terça-feira (11) próximos da estabilidade, com investidores aguardando dados de estoques do Instituto de Petróleo Americano (API), que serão divulgados ainda hoje, e os dados oficiais do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), que serão divulgados nesta quarta (12), às 11h30.

Os contratos futuros do Brent para agosto encerraram o dia estáveis a US$ 62,29 o barril, na ICE, em Londres, e os contratos para julho do WTI terminaram o dia com ligeira elevação de 0,02%, a US$ 53,27, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Hoje, a Administração de Informações sobre Energia dos EUA (AIE) reduziu suas projeções para os preços do petróleo e para a produção de petróleo bruto americano, de acordo com seu relatório de Perspectivas Energéticas de Curto Prazo.

A AIE prevê produção de petróleo bruto americano de 12,32 milhões de barris por dia em 2019, uma queda de 1% em relação à previsão de maio. Também reduziu sua previsão para 2020 em 0,9%, para 13,26 milhões de barris por dia.

Sobre preços, a agência governamental reduziu sua previsão para 2019 para o WTI em 5,6%, para US$ 59,29 por barril. Para o Brent, a AIE vê queda de 4,2%, para US$ 66,69. Já para 2020, as perspectivas de preço do WTI e do Brent ficaram inalteradas em US$ 63 e US$ 67, respectivamente. Segundo a agência, “a menor trajetória de preço do Brent para 2019 reflete a crescente incerteza sobre o crescimento da demanda global por petróleo”.

Os principais produtores estarão no centro da atenção este mês, na reunião da Opep e aliados, em Viena, quando se espera que anunciem a prorrogação, ao menos até o fim do ano, dos cortes de produção, aponta o diretor de commodities da Investec, Callum MacPherson. Segundo ele, sem cortes mais profundos pela Opep e aliados, não será possível ao cartel manter os preços do Brent na faixa de US$ 60 a US$ 70 por barril.

As reservas americanas de petróleo acumularam aumento de 17 milhões de barris ao longo das últimas quatro semanas, atingindo máxima de 22 meses, a 483 milhões de barris, enquanto as de gás natural também seguem em expansão por quatro semanas seguidas, superando o avanço observado no mesmo período do ano passado.

Os investidores monitoram também a possibilidade de baixo nível de cumprimento dos acordos de corte de produção por parte da Rússia, a partir do segundo semestre, e se as reduções vão durar até dezembro. A próxima reunião da Opep está marcada para os dias 25 e 26 de junho.

 

Fonte: Valor Online

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