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Petróleo fecha em leve alta, à espera de sinais sobre juros nos EUA

Os preços do petróleo encerraram a sessão de terça-feira (09) com leves ganhos, próximos da estabilidade, à espera do depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, frente ao Congresso americano na quarta-feira. Há expectativa de que indicações sobre a trajetória da política monetária da instituição possam ter

impacto sobre o dólar, ativo que normalmente mostra correlação negativa com a commodity.

Os contratos futuros do Brent para setembro encerraram a sessão praticamente estáveis, em leve alta de 0,07%, negociados a US$ 64,16 o barril, na ICE, em Londres. Os contratos do West Texas Intermediate (WTI) fecharam o dia em alta de 0,29%, para 57,83 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

As duas referências do petróleo operam em faixas estreitas nos últimos dias também com a ameaça iraniana de confiscar petroleiros britânicos e uma desaceleração da produção causada por reparos no oleoduto das Forties. A Opep e seus aliados concordaram, na semana passada, em estender seu acordo de corte de produção em 1,2 milhão de barris por dia até março de 2020.

Os investidores continuarão monitorando a enorme quantidade de dados do mercado de petróleo que serão divulgados esta semana. Além dos dados regulares do mercado americano da API e da EIA, a Opep e a Agência Internacional de Energia divulgam seus relatórios mensais na quinta e sexta-feira.

Hoje, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) elevou suas projeções para a produção e para os preços de petróleo bruto nos Estados Unidos. A estimativa é que a produção de petróleo bruto seja de 12,36 milhões de barris por dia em 2019, 0,3% maior do que a estimativa de junho.

O relatório também elevou a projeção de preços para 2019 para o WTI, em 0,5%, para US$ 59,58 o barril, mas reduziu a projeção do Brent em 0,3%, para US$ 66,52 o barril, da projeção do mês de junho.

Amanhã, às 11h30 (de Brasília), o DoE divulga os dados dos estoques de petróleo e derivados na semana até 5 de julho. A estimativa de 12 analistas consultados pelo “The Wall Street Journal” é de queda de 2,4 milhões de barris no período.

Fonte: Valor Online

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