Os preços do petróleo fecharam em queda na terça-feira (24), pressionados por dados econômicos abaixo do esperado na Europa e na Alemanha, o que levou os investidores a temerem uma redução na demanda pela commodity. O discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, também ajudou a acentuar a queda. Além de atacar o Irã e dizer que não vai retirar as sanções contra o país do Oriente Médio, o líder americano usou a ocasião praticamente como plataforma de campanha para a eleição de 2020 e voltou a criticar a China, mesmo em meio à retomada das negociações comerciais.
Os contratos do Brent para novembro fecharam em queda de 2,57%, a US$ a 63,10 o barril, na ICE, em Londres. Os futuros do WTI para o mesmo mês recuaram 2,30%, a US$ 57,29 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).
“O crescimento global e a demanda de energia estão desacelerando à medida que os Estados Unidos e a China continuam prolongando sua disputa comercial. Uma trégua ou um acordo real foi prometido pelos dois lados, mas há poucos detalhes sobre como isso ocorreria neste momento”, disse, ao Valor, Alfonso Esparza, analista de mercado da corretora Oanda.
Para Esparza, o cenário geopolítico permite, inclusive, que os preços do petróleo voltem aos níveis anteriores ao ataque contra instalações da estatal petroleira saudita Aramco. “O petróleo está se recuperando rumo aos níveis anteriores ao ataque. O otimismo comercial foi enfraquecido pelo retorno antecipado da delegação chinesa [em visita aos EUA, na semana passada], apesar dos comentários de que está tudo bem, feitos pelo secretário do Tesouro dos EUA. Existe ampla oferta no mercado, mesmo com as instalações da Aramco com 50% da capacidade”, acrescentou.
Fonte: Valor Online
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