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Para Rhodia, preço do gás deve cair mais

A redução dos preços do gás natural no Estado de São Paulo é positiva, mas ainda insuficiente para garantir maior competitividade à indústria química, na avaliação da Rhodia, que está entre os maiores consumidores do insumo no país. “É um passo inicial, dado em um momento em que as condições são mais adversas do que se imaginava. Mas o impacto ainda é pequeno”, diz a presidente do grupo Solvay na América Latina, Daniela Manique. O grupo belga é dono da Rhodia.

O ajuste nas tarifas do gás distribuído no Estado pela Comgás foi autorizado pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) e vale desde ontem. Com isso, as tarifas para o consumidor residencial e comercial caíram 0,91% e 0,89%, respectivamente. No segmento industrial, a redução foi de 2,49%.

Conforme a agência, a diminuição dos preços do gás e do transporte, definidos pela Petrobras, nos últimos meses levou à redução do saldo da conta gráfica da Comgás, em que são registradas as diferenças entre o custo do gás e transporte previsto nas tarifas e o efetivamente incorrido.

Ainda assim, segundo a presidente da Solvay, os custos com o insumo permanecem bem acima dos valores vistos no mercado internacional. “É uma ação inicial, por menor que seja. Mas a indústria precisa da redução que o governo indicou”, afirmou. A executiva se refere à expectativa de queda de até 40% em dois anos sinalizada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao lançar o programa Novo Mercado de Gás no ano passado.

A abertura do mercado de gás, que vai possibilitar quedas mais acentuadas no preço, ainda depende de regulamentação e da maior disponibilidade do insumo. A própria Rhodia tinha planos de se tornar a primeira consumidora livre de gás natural no Estado de São Paulo já no primeiro trimestre, mas esbarrou nessas dificuldades.

Para a empresa de especialidades químicas, que tem fábrica em Paulínia (SP), o acesso apenas intermitente ao gasoduto da Petrobras não convém já que a unidade tem operação contínua.

“Sabemos que a ANP está trabalhando nessa regulamentação, mas queremos ter acesso a datas mais firmes”, afirmou Daniela. Segundo a executiva, planos de investimento da Solvay no país, de médio e longo prazos, acabam afetados por essas incertezas.

A Rhodia já tem assegurado o fornecimento de gás natural para a fábrica em Paulínia, mas ainda não informa o nome do parceiro comercial. A expectativa, agora, é a de que o contrato que está sendo alinhavado possa começar a ser executado no segundo trimestre.

 

Fonte: Valor Econômico

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