Av. Alm. Barroso, 52 - sl 2002 - Centro- RJ
+55 21 3970-1001/3970-1008

Petróleo fecha em forte queda após Opep+ fracassar em negociações

Os contratos futuros de petróleo fecharam a sexta-feira (06), em forte queda, com o WTI registrando a maior baixa diária desde novembro 2014, caindo mais de 10%, e o Brent teve a pior queda no mesmo dia desde dezembro de 2008. A tentativa fracassada de acordo na reunião da Opep+ arrastou os preços da commodity. A proposta da Arábia Saudita de aprofundar o corte na produção em até 1,5 milhão de barris por dia (bpd), já no segundo trimestre deste ano, não convenceu a Rússia.

O petróleo WTI para abril fechou em queda de 10,06%, em US$ 41,28 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), com queda semanal de 7,78%. O Brent para maio recuou 9,44%, a US$ 45,27 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), com queda semanal de 8,85%.

Os contratos de petróleo já iniciaram o dia em queda, com a crescente preocupação com o impacto do coronavírus na demanda pelo óleo, e diante da incerteza em torno de uma resposta da Opep para diminuir a oferta, com a Rússia se opondo à medida.

Os preços vieram abaixo após o comunicado oficial do cartel sobre a falta de acordo, que pode ser ainda um sinal do fim da colaboração de quatro anos entre a Opep e dez aliados.

O secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo, afirmou a repórteres após o encontro que houve uma decisão para se manter conversas informais, para tentar se chegar ao acordo.

Para o ING, a “as estimativas de queda na demanda continua a aumentar à medida que o coronavírus se torna mais disseminado, com alguns analistas agora prevendo uma contração forte na demanda em 2020”.

Em relatório enviado a clientes, o Commerzbank diz que o corte na produção proposto pela Opep é “o mais pronunciado desde o final de 2008, quando a demanda caiu como resultado da crise financeira e econômica” e que seria uma boa estratégia para os preços da commodity.

Segundo o banco alemão, sem corte extra na produção, “o mercado teria que ser reequilibrado por um declínio na produção de óleo de xisto dos EUA, o que exigiria preços mais baixos por um período prolongado”.

 

Fonte: IstoÉ Dinheiro / Estadão Conteúdo

Notícias relacionadas