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Petrobras diz que precisará de até 6 anos para consumir gás contratado em aditivo

A Petrobras calcula que levará entre quatro e seis anos para consumir todo o volume de gás natural previsto no novo aditivo contratual fechado com a YPFB para importação do gás boliviano, disse a diretora de refino e gás natural da estatal brasileira, Anelise Lara.

A Petrobras e a YPFB fecharam um aditivo para extensão do contrato de importação de gás do país vizinho. Pelo novo acordo, a estatal brasileira retirará entre 14 milhões e 20 milhões de metro cúbicos diários (m3/dia) de gás natural, referentes aos volumes originalmente contratados, mas não retirados ao longo dos últimos 20 anos do contrato de longo prazo entre as duas partes. Esse volume residual é estimado em cerca de 0,04 trilhões de pés cúbicos.

“O ano de 2026 é o prazo mais longo [para retirada do volume residual]. Esse aditivo está vinculado ao volume previsto no contrato original e ainda não retirado. [O quanto a empresa vai importar, dentro dos limites estipulados] Vai definir o range [intervalo] de tempo para retirar todo esse volume”, afirmou a executiva durante teleconferência com jornalistas.

Ela explicou que o aditivo abre espaço para a entrada de novos agentes no mercado, uma vez que a companhia reduzirá de 30 milhões para 20 milhões de m3/dia o volume máximo retirado da Bolívia. “Isso abre uma capacidade de 10 milhões de m3/dia no gasoduto Gasbol para terceiros”, disse.

Quanto à molécula de gás importada, ela disse que a Petrobras não passará pelo processo de “gas release” (liberação de gás) — conceito que consiste numa iniciativa de desverticalização na qual o agente dominante cede, compulsoriamente, volumes de gás para concorrentes. Ela explicou que essa medida só seria aplicada se a companhia não tivesse fechado o novo aditivo com a YPFB, liberando a capacidade no Gasbol.

Anelise destacou ainda que o preço da importação do gás boliviano está atrelado a uma cesta de óleos e, sem fazer projeções para o preço do gás importado, lembrou que, neste momento, a perspectiva é de baixa nos preços do petróleo no mercado internacional.

Fonte: Valor Online

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