O petróleo fechou a semana com fortes perdas, apesar do histórico acordo de corte de produção firmado no último domingo (12) entre a Opep), que impulsionou os preços da commodity no começo da semana.
O contrato do petróleo WTI para maio fechou a sessão em queda de 8,05%, a US$ 18,27 por barril, acumulando perdas de 21,2% na semana e encerrando o período na mínima de 18 anos. O contrato do Brent para junho, por sua vez, recuou 0,93% na sessão, a US$ 28,08 por barril, acumulando perdas de 10,2% na semana.
As previsões sombrias de queda na demanda por petróleo continuam pressionando a commodity. Segundo a agência Bloomberg, os preços de curto prazo do petróleo bruto dos Estados Unidos estão sendo negociados com grandes descontos no centro de armazenamento de Cushing, em Oklahoma, pois a capacidade de estoque está prestes a se esgotar. Isso ajuda a pressionar ainda mais os contratos futuros do WTI.
Mesmo o noticiário positivo em torno do coronavírus, com o presidente americano, Donald Trump, revelando, na noite de quinta (16), diretrizes que permitiriam que alguns Estados menos afetados pela pandemia de covid-19 comecem a levantar restrições econômicas em um mês, não foram suficientes para dar suporte aos preços.
Além da perspectiva de reabertura da economia, os mercados acionários sobem nesta sexta com relatos de resultados promissores do Remdesivir, uma droga experimental que já havia mostrado sinais promissores contra a SARS e a MERS, em pacientes contaminados pelo novo coronavírus.
Pesquisadores da Universidade de Chicago disseram que viram “recuperações rápidas” em 125 pacientes infectados.
Fonte: Valor Online
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