A Fecombustíveis e os sindicatos que representam postos de combustíveis no país pediram ao presidente Jair Bolsonaro que não aceite os pedidos das usinas produtoras de etanol para aumentar a Cide sobre a gasolina e o imposto de importação sobre o combustível fóssil.
Em ofício enviado ao Palácio do Planalto, as entidades que representam os postos de defendem apenas um dos pedidos do segmento sucroalcooleiro: suspender a cobrança de PIS/Cofins sobre o etanol durante a pandemia.
A federação e os sindicatos argumentam que o aumento da Cide e do imposto de importação “viria em um momento completamente inoportuno para a revenda de combustíveis, que também está em crise, com uma queda vertiginosa nas vendas, entre 50% e 75%, em média no Brasil, assim como para os demais elos da cadeia de combustíveis, inclusive para a há 40 minutos Agronegócios própria Petrobras, que já não tem mais espaço para armazenagem de combustíveis”.
Ainda segundo as entidades de revenda, “a possível elevação das taxas de importação de combustíveis também acabará tendo como consequência o aumento de preços para o consumidor e redução de competitividade, o que seria outra contradição do governo que defende o aumento da competitividade para reduzir os preços dos combustíveis”.
O aumento da Cide e do imposto de importação pelo governo era dado como certo por algumas lideranças do segmento sucroalcooleiro até o fim da semana passada.
Porém, representantes do Ministério da Economia e do Ministério de Minas e Energia (MME) afirmaram nos últimos dias que ainda não havia decisões tomadas para ajudar o setor, que já entra no segundo mês de safra, quando se concentram os gastos operacionais, recebendo metade da receita de etanol prevista para a época.
Fonte: Valor Online
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