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Petróleo fecha em alta, no maior patamar desde o início de março

O mercado de petróleo foi contagiado pela demanda por risco disparada após o acordo sobre o pacote de recuperação econômica da União Europeia (UE) e encerrou a sessão nos maiores níveis desde o início de março.

Os contratos mais ativos do Brent, para o mês de setembro, fecharam o dia com ganhos de 2,40%, a US$ 44,32 o barril na ICE, em Londres. Já os futuros para agosto do West Texas Intermediate (WTI) subiram 2,81%, a US$ 41,96 o barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Foi o maior nível de encerramento para as referências global e americana desde os dias 6 e 5 de março, respectivamente.

Após uma longa negociação, a UE chegou a um acordo sobre um fundo de recuperação econômica de 750 bilhões de euros, fato que ajudou a sustentar os ganhos para os ativos de risco ao longo de todo o dia de hoje.

Os investidores também aguardam novidades sobre medidas adicionais de estímulo fiscal nos EUA, que podem ajudar a amenizar os efeitos da recessão causada pela pandemia.

“O sentimento positivo depois que a UE alcançou um acordo de estímulo impulsionou os mercados de ações e se espalhou para os mercados de petróleo”, escreveu Hans van Cleef, economista-sênior de energia do ABN AMRO Bank.

Phil Flynn, analista de mercado sênior do The Price Futures Group afirmou “que o anúncio da União Europeia alimentará a demanda pela commodity e dará força a um ambiente de risco que pode impulsionar os mercados”.

As notícias positivas sobre o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19 também têm impulsionado os preços do petróleo nos últimos dias.

“Há otimismo de que uma vacina para o novo coronavírus esteja pronta para produção este ano”, disse Stephen Innes, estrategista-chefe de mercado global da AxiCorp, em uma atualização de mercado.

“No entanto, a produção dos EUA mostra poucos sinais de alívio”, pondera ele, apontando que dados de sexta-feira da Baker Hughes mostraram uma queda semanal de apenas uma unidade no número de plataformas de perfuração de petróleo ativas nos EUA.

Olhando para frente, de acordo com o analista, “o ritmo de melhoria do preço do petróleo provavelmente permanecerá lento, sugerindo que, a menos que a curva da epidemia se achate e os bloqueios sejam totalmente revertidos, ainda haverá uma probabilidade maior de queda do que de alta nos preços”, disse Innes.

Os dados semanais do relatório de petróleo do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) serão divulgados amanhã. O Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês) divulgará seus próprios números no fim da tarde, no horário local.

Os analistas consultados pelo “The Wall Street Journal” esperam que um declínio de 1 milhão de barris nos estoques de petróleo do DoE na semana encerrada em 17 de julho, o que marcaria o segundo declínio semanal consecutivo.

A pesquisa também prevê uma queda de 1,8 milhão de barris para estoques de gasolina e que os estoques de destilados permaneçam inalterados.

Fonte: Valor Online

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