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‘Debate’ improdutivo sobre gás natural no Amazonas

O debate que não é debate, mas acusações e insultos entre os poderes Executivo e Legislativo, a respeito do mercado de gás natural no Amazonas é totalmente improdutivo. A polêmica que já dura meses não teve qualquer efeito prático até aqui.

Lamentável que dois poderes não se entendam sobre um tema que tem fundamental importância para o Estado do Amazonas. As vaidades colocadas acima do interesse público resulta em perda significativa para a população.

Não que a abertura do mercado de gás natural vá trazer os benefícios pregados por alguns à população. Os interesses nessa nova frente de exploração das riquezas da Amazônia é muito mais das grandes corporações do que dos cidadãos que habitam esse imenso espaço verde.

Como tudo no Brasil, as riquezas naturais e minerais nunca geraram os benefícios prometidos à população, mas serviu para o enriquecimento de poucos, aumentando a desigualdade social.

O caso recente do gasoduto Coari-Manaus é um bom exemplo: as promessas de gás mais barato nunca se concretizou. O gás de Urucu serviu essencialmente para abastecer termelétricas, e o preço da energia não baixou, pelo contrário.

Agora, o discurso de que a abertura do mercado de gás natural no Amazonas vai gerar um oásis na capital e no interior do Estado volta com força total.

Os interesses por trás dos discursos bem que poderiam ser postos à mesa para facilitar o entendimento.

O certo é que o Brasil da terceira década do século 21 está abrindo ao mercado mundial as fronteiras do mercado de gás, antes monopolizado pela Petrobras.

No Amazonas, o debate começou torto e segue beligerante, mas o que se percebe é que a munição acabou. É hora de se chegar a um entendimento.

Fonte: Amazonas Atual / coluna Expressão

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