O presidente da Galp, Carlos Gomes da Silva, disse que a companhia vê a abertura do mercado brasileiro de gás natural como uma “tremenda oportunidade”.
Segundo ele, a petroleira portuguesa já está desenvolvendo algumas oportunidades para comercialização de sua produção de gás no país. A Galp, por meio da Petrogal (sociedade com a Sinopec), é a terceira maior produtora de gás do Brasil, atrás apenas da Petrobras e Shell.
Em setembro, a empresa assinou contrato com a Petrobras para compartilhamento das infraestruturas de escoamento e processamento do pré-sal. Esse acordo elimina um dos principais gargalos da abertura.
“Já temos algumas oportunidades desenvolvidas para colocar parte desse gás [no mercado]. E estamos explorando outras [oportunidades] adicionais”, afirmou o executivo.
petroleira divulgou ontem que encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de 106 milhões de euros, revertendo assim o lucro de 60 milhões de euros apurado no mesmo período de 2019.
O diretor de exploração e produção da Galp, Thore Kristiansen, afirmou que a Petrobras e os seus sócios no campo de Tupi (ex-Lula), no pré-sal da Bacia de Santos, estão perto de um acordo em torno de investimentos numa segunda fase de produção do campo. Tupi é o maior campo produtor do Brasil.
Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a produção do campo, em agosto, totalizou 1 milhão de barris/dia, o equivalente a um terço do volume total produzido no país.
Tupi alcançou este ano uma produção acumulada de 2 bilhões de barris, dez anos após o início da produção no ativo. A intenção da Petrobras é desenvolver iniciativas para aumentar o fator de recuperação de Tupi, ou seja, aumentar o percentual de volume recuperável das reservas, e, assim, revitalizar o campo ainda antes do início do seu declínio.
“Acho que estamos chegando muito perto de um alinhamento do que poderia ser uma Fase II muito empolgante desta história [de Tupi]”, afirmou Kristiansen, ontem, durante teleconferência com investidores.
Fonte: Valor Online
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