A SCGÁS lançou, em fevereiro, o maior pacote de obras da sua história, com foco na expansão da infraestrutura e na interiorização da oferta do gás natural até 2024. A consolidação dos mecanismos regulatórios, promovidos pela Aresc, agência reguladora, e pelo Governo do Estado, concessionário do serviço, tem garantido estabilidade à companhia e transparência ao mercado catarinense para que os projetos se concretizem.
Santa Catarina tem atualmente um ambiente favorável devido ao estabelecimento da conta gráfica em 2016 (mecanismo que define a periodicidade e os percentuais dos reajustes de acordo com a variação do custo do gás e do seu transporte) e da margem bruta de distribuição no final de 2019 (prevista na concessão para suportar os custos operacionais da distribuidora e possibilitar investimentos em infraestrutura), ambas reguladas pela Aresc e alinhadas conforme o que estabelece o contrato de concessão do serviço.
Os resultados já se materializaram: somente de janeiro a outubro mais de 1.350 clientes foram interligados à rede distribuição da SCGÁS, com expectativa de número recorde de ligação de clientes num único ano. O avanço no mercado industrial, que consome aproximadamente 80% do gás natural distribuído no Estado, tem tido destaque: nesse ano o segmento ultrapassou o número de 300 indústrias consumidoras, marco relevante, considerando o papel exercido pelo gás natural na competitividade desse setor e pelo fato do atendimento estar concentrado aos clientes que representam cerca de 50% do PIB industrial catarinense.
Outro índice que ressalta a relevância econômica do setor de distribuição de gás natural no Estado é o nível de consumo: desde setembro a SCGÁS tem registrado sucessivos recordes. Alguns fatores têm contribuído para isso: (i) a oscilação do câmbio no ano, que tem incentivado exportações e barrado importações, aumentando o consumo interno de produtos nacionais; (ii) o fato de na última década as tarifas do gás natural praticadas ao mercado catarinense estarem posicionadas como as mais competitivas do país; (iii) e, em razão da pandemia, a SCGÁS ter praticado política comercial extraordinária temporária, flexibilizando os pagamentos das indústrias.
“O amadurecimento regulatório de Santa Catarina, aliado à eficiência administrativa, nos permitem visualizar um cenário de expansão cada vez mais crescente para o mercado de gás natural no Estado. Trata-se de uma conquista de toda a sociedade catarinense, que encontra no insumo, hoje presente em 64 cidades, oportunidades para o desenvolvimento socioeconômico e regional”, afirma o presidente da SCGÁS, Willian Anderson Lehmkuhl.
Para o gás natural veicular (GNV), responsável por mais de 15% do consumo em outubro e com uma frota superior a 108 mil veículos emplacados em Santa Catarina de acordo com o Denatran, a SCGÁS procura aperfeiçoar a oferta nas regiões com grande demanda. Após queda considerável com a crise em março, até o final do ano, o consumo do segmento deve se igualar aos patamares do período pré-pandemia com a retomada no crescimento da frota, proporcionada pelo também crescente mercado de transporte individual por aplicativos – até outubro a reação era de 40% no patamar de consumo.
O mercado urbano, que engloba os segmentos residencial e comercial, tem tido avanços significativos em cidades verticalizadas e onde avança o mercado da construção civil como Balneário Camboriú, Criciúma e Tubarão – em maio, a SCGÁS ultrapassou o número de 15 mil residências atendidas. Em Palhoça, destaca-se o abastecimento do condomínio Pedra Branca, onde o conceito de urbanização leva em conta o uso do gás natural pelo seu papel de transição a uma matriz energética ainda mais limpa e seu papel na mobilidade das cidades.
Fonte: SCGÁS / Comunicação
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