A ausência de avanços na regulação federal na infraestrutura dos gasodutos de transporte no país, a crise hidrológica brasileira e a conjuntura internacional de elevada demanda por gás natural, elevarão o preço do insumo no primeiro semestre de 2022. Esse cenário resultará em um impacto médio de cerca de 45% nas tarifas aplicadas aos diversos segmentos abastecidos em Santa Catarina. No Estado, a tarifa é regulada pela ARESC (Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Santa Catarina) e varia somente duas vezes ao ano, em janeiro e julho.
Para garantir a oferta de gás natural no curto prazo para indústrias, comércios, residências e veículos, a distribuidora estadual realizou uma chamada pública coordenada juntamente com distribuidoras de outros quatro estados do Centro-Sul. Dentre as propostas recebidas, a Petrobras mostrou-se a única ofertante com condições de garantir o fornecimento de gás a partir de janeiro de 2022, complementando os volumes já contratados.
Em condições normais, o custo de suprimento de gás já produziria um impacto estimado na ordem de 19,5% em janeiro, devido à elevação das cotações do petróleo tipo Brent no mercado internacional e ao comportamento da taxa de câmbio. O novo contrato de suprimento, que visa complementar a quantidade necessária para o abastecimento da demanda do Estado, traz nova precificação, adicionando 25,5% no impacto projetado.
Os impactos das deficiências estruturais do setor e da conjuntura de preços internacionais , incluindo o impacto nos custos de importação do GNL (Gás Natural Liquefeito) afetam grande parte do mercado consumidor do país. Em Santa Catarina, existe ainda o gargalo de infraestrutura, já que o gasoduto de transporte operado pela TBG (Gasbol), sob regulação da ANP, apresenta restrições na capacidade atual alocada para o Estado. O gargalo é fruto da ausência de investimentos federais na expansão do sistema de transporte ao longo dos anos.
Fonte: SCGÁS / Comunicação
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