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ANP vai estudar oferta de áreas para estoques de gás natural no subsolo

A ANP vai realizar a partir de julho estudos geológicos para identificar no país áreas ideais para atividades de estocagem de gás natural e captura de carbono, dois segmentos considerados promissores na indústria de óleo e gás, disse Claudio Jorge de Souza, diretor da autarquia. Entre os estudos e a concessão das áreas consideradas promissoras, segundo Souza, espera-se um intervalo de um ano.

A ANP vislumbra que no futuro as áreas identificadas possam ser leiloadas. Entre as áreas passíveis de serem utilizadas como estoques de gás, estão campos devolvidos por petroleiras à ANP ou novas bacias, desconhecidas, que estão no estoque da agência. “Pode-se trabalhar com as duas áreas: com a estocagem do gás e com a descarbonização”, disse Souza.

A estocagem é importante, explicou, porque pode se armazenar o gás natural produzido e que não tenha sido utilizado, como acontece neste ano. Com reservatórios cheios, a necessidade de acionamento das termelétricas é reduzida, o que deixa os produtores sem destino para o gás. “O estoque é uma segurança, para ter oferta quando for preciso, e fazer a regulagem de preço”.

A estocagem subterrânea está prevista na Lei do Gás. O governo pode liberar autorizações para estocagem de gás em campos esgotados, terrestres ou marítimos, ou em cavidades de sal. É diferente da reinjeção, prática em que as petroleiras devolvem para as jazidas o gás natural extraído junto com o petróleo, o que aumenta a extração de óleo, mais rentável.

Esse e outros temas regulatórios do mercado de gás dependem de estrutura administrativa que a ANP hoje não tem. Souza afirmou que a entidade vem conversando com o governo a fim de tratar de abertura de concurso para novos quadros, que foram perdidos nos últimos anos. Segundo ele, há “dezenas” de processos e regulações à espera de decisão da ANP. Aposentadorias e saídas de profissionais para outros órgãos reduziram o quadro da agência, que hoje tem necessidade de reposição da ordem de 500 vagas, aproximadamente, segundo Souza. Ele espera poder realizar concursos públicos no ano que vem.

“A ANP precisa aumentar seus quadros. Já fizemos pedidos e depende de previsão orçamentária. Talvez o arcabouço fiscal melhore [o cenário], o governo consiga arrecadar melhor. É muito importante”, disse.

Fonte: Valor Econômico

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