O governo do estado de São Paulo pretende isentar de IPVA caminhões e ônibus movidos a hidrogênio ou gás natural, inclusive o biometano.
O projeto de lei 1510/2023 está em tramitação na Alesp e, se aprovado, vai garantir o benefício de 2024 até 2028. Segundo a subsecretária de Energia e Mineração, Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Marisa Barros, o governo apoia projetos relacionados a todas as fontes de energia para abastecimento do setor automotivo. A executiva participou do segundo dia do 10º Fórum de Biogás, realizado hoje (14) em São Paulo. Para ela, o importante é que o método faça sentido de acordo com a localidade dos automóveis.
O governo paulista também propôs o projeto de lei nº 308/2023, que visava instituir benefícios fiscais para os proprietários de veículos elétricos ou movidos a hidrogênio. No entanto, conforme publicado no EnergiaHoje, o projeto foi vetado. Já a diretora Econômico Regulatório da Abegás, Paula Campos, citou um estudo da SPTrans sobre o transporte público na cidade paulista. A pesquisa mostra que a capital conta com 51 garagens, 60% dos empreendimentos contam com gás canalizado “na porta” e os demais 40% estão a menos 1 km da rede. “Temos várias soluções e caminhos para aumentar essa demanda para o biometano”, completou. De acordo com ela, não existe um modelo de negócio único e existem diversas particularidades para o uso do gás renovável.
Para a diretora de Gestão do Sistema de Distribuição de Gás da Naturgy Brasil, Christiane Delart, o maior desafio e benefício do biometano é a capacidade de descentralização. A executiva comentou que o gás renovável pode ajudar na interiorização, mas a rede de distribuição de gás canalizado é centralizada. “Mesmo que pensemos em conectar à rede, provavelmente teremos diversas modalidades de biometano, como distribuição por meio de carretas e plantas conectadas à malha.
É necessário isso tudo e definir o essencial para cada projeto, mas, como o mercado é novo, teremos oportunidade de fazer isso gradativamente e juntos”, ressaltou. Com a atual demanda de biometano no Rio de Janeiro, Christiane disse que é possível pensar em atender municípios que ainda não são abastecidos.
Fonte: Energia Hoje
Related Posts
Bioo fecha primeiro contrato de venda de certificados de biometano
A Bioo assinou o primeiro contrato de compra e venda de Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs) publicamente divulgado no país. O acordo vinculante foi firmado com um grande player europeu...
Biometano terá pouca folga para meta indicativa de 2028
Mesmo que as obras das unidades de biometano acompanhadas pela ANP sejam concluídas nos prazos previstos, o Brasil poderá chegar ao fim de 2028 com capacidade de produção de 3,07 milhões de m³/dia, apenas...

