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Primeira usina a usar gás natural do pré-sal entra em operação no Brasil

A primeira usina termelétrica que utiliza gás natural extraído no pré-sal, a UTE Marlim Azul, foi inaugurada na última quarta (22). Situada no Complexo Logístico e Industrial de Macaé, no Rio de Janeiro, tem uma potência de 565,5 MW e pode fornecer eletricidade para mais de 2 milhões de domicílios. Esse projeto é o primeiro vencedor nos leilões de energia relacionados ao gás natural do pré-sal no Brasil.

Contratado no leilão de energia nova A-6 de 2017, recebeu um financiamento de R$ 2 bilhões do BNDES para sua construção. Sua localização, próxima ao Porto de Imbetiba, ao Aeroporto de Macaé e às rodovias BR-101, RJ-168 e RJ-106, facilita a logística das operações da unidade. Além disso, a usina fica a apenas 25 km do Terminal de Cabiúnas, ponto de recebimento do gás, otimizando o escoamento. O gás natural é extraído nos campos de Búzios e a oferta é limitada à capacidade do gasoduto, de 20 milhões de metros cúbicos por dia, com a usina consumindo entre 1,5 e 2 milhões desses metros cúbicos a cada 24 horas. Atualmente, as termelétricas movidas a gás natural representam 8,99% da matriz energética centralizada do Brasil, totalizando 17,6 GW. As fontes de energia renováveis centralizadas, que incluem hídrica, solar, eólica e biomassa, compõem 83,84% dessa matriz.

No início do mês, o MME iniciou uma consulta pública para avaliar uma proposta visando a redução da inflexibilidade de usinas termelétricas com Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEARs), com o objetivo de diminuir custos e aumentar a flexibilidade operativa no SIN. Essa proposta busca conciliar os interesses sistêmicos e dos agentes setoriais, evitando que essas usinas tenham uma geração inflexível por motivos contratuais em períodos em que o sistema elétrico possa ser suficientemente abastecido por outras fontes menos onerosas. A UTE Marlim Azul está entre as potenciais beneficiárias dessa medida, com possibilidade de ter sua inflexibilidade operacional reduzida conforme o avanço das discussões.

Fonte: Energia Hoje

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