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Carros flex são maioria no Brasil, mas só 30% da frota usa etanol, diz estudo

A maioria dos veículos vendidos no Brasil é flex —ou seja, pode ser abastecida com etanol ou gasolina, em qualquer proporção—, mas somente 30% da frota utiliza o combustível derivado da cana-de-açúcar. É o que aponta um estudo da consultoria Datagro referente ao mês de janeiro. Se comparado ao mesmo mês do ano passado, houve avanço —o índice era de 19,4%—, mas o patamar está muito abaixo dos 41,5% já obtidos pelo setor, em outubro de 2018. “Tem um trabalho muito grande para ser feito, para ampliar o uso de hidratado na frota flex”, afirmou Plínio Nastari, presidente da Datagro. No mínimo, o consumo no período atual, de entressafra, deveria estar em 35%, mas executivos do setor relatam que o patamar recorde já obtido ainda é aquém do ideal. Para Nastari, 50% é um índice “absolutamente viável”.

Segundo a consultoria e a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), os modelos bicombustíveis representam atualmente 85% da frota de veículos leves circulante no Brasil. “A gente precisa aumentar essa proporção. Quando começou a venda de veículos flex no Brasil, [o setor questionava] ‘será que um dia boa parte da frota será flex?’ Nós já chegamos a essa situação […]. Então já estamos no limite, o que precisa fazer é aumentar o uso de hidratado pela frota flex”, disse Nastari. Entre os motivos apontados historicamente para o consumidor não utilizar o etanol estão a desvantagem em alguns momentos do ano na hora de abastecer nos postos e, segundo Nastari, mitos existentes em relação ao combustível derivado da cana. Para ser mais vantajoso, o mercado estima que o preço do etanol tem de ser até 70% do valor cobrado pelo litro da gasolina. “Tem muitos proprietários de veículos flex que não sabem que o carro é flex, tem muitos mitos que precisam ser derrubados em relação ao efeito do uso do hidratado nos motores, nos automóveis. Tem um trabalho muito grande para desmistificar essas falhas de compreensão que existem em relação ao consumo de etanol”, disse o presidente da consultoria.

Fonte: Folha de S.Paulo

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