Em meio à discussão sobre o comando da Petrobras, os reajustes nos preços dos combustíveis continuam a ser um desafio para a cúpula da empresa. A alta do petróleo na semana passada jogou mais pressão por altas nos preços da gasolina e do diesel para recompor defasagens em relação ao mercado internacional. Média das projeções de três consultorias e entidades de classe ouvidas pelo Valor aponta que a gasolina era vendida nas refinarias da estatal, na sexta (05), por preços 17% abaixo da paridade internacional, enquanto no diesel essa diferença era de 13%. Se a Petrobras mantiver os combustíveis sem reajuste por mais tempo – no atual cenário de escalada do petróleo -, corre risco de reduzir a rentabilidade como ocorreu no passado. Nos governos anteriores do PT, a empresa ficou longos períodos sem reajustar os preços da gasolina e do diesel, o que levou a prejuízos e a aumento da dívida. Anos foram necessários para recuperar as finanças.
Hoje o cenário para reajustes ganha força por dois motivos: as cotações do barril do petróleo Brent romperam a barreira dos US$ 90 pela primeira vez em seis meses, e o câmbio foi negociado acima de R$ 5 na semana passada, obrigando o Banco Central a intervir no mercado com leilões. Câmbio e preço do barril são as principais variáveis para o reajuste. Considerando os dados do fechamento de mercado de sexta (05), a consultoria StoneX indica defasagem de 12% nos preços do diesel, o que equivale a R$ 0,42 por litro, e de 12,6% na gasolina (R$ 0,35 por litro). O CBIE estima defasagem média de 25,92% nos preços da gasolina, o que corresponde a uma diferença de R$ 0,98 por litro, e de 8,22% nos preços do diesel (R$ 0,31 por litro). A Abicom projeta defasagem média de 12% na gasolina (R$ 0,48 por litro) e de 19% no diesel, o que significaria reajuste de R$ 0,65 por litro. A última vez que a Petrobras mexeu nos preços da gasolina foi em 21 de outubro, quando aplicou redução de 4,1% (R$ 0,12 por litro). O diesel está sem mudanças nos preços desde 27 de dezembro, quando a companhia reduziu os preços nas refinarias em 7,94%
Fonte: Valor Econômico
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