A EPE estima um crescimento de 1,3%, ou 2 bilhões de litros, para este ano na demanda brasileira de combustíveis líquidos. Após três anos consecutivos de altas de 4% ao ano, a projeção representa um incremento anual médio de 6,4 bilhões de litros entre 2021 e 2023. Segundo o estudo Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo, publicado pela empresa e referente a abril de 2024, foi observada uma demanda sazonal recorde de óleo diesel no primeiro bimestre de 2024, com crescimento de 8,7%. A alta é reflexo do atraso nas exportações de soja. O restante do semestre deve ser impactado por uma safra 2023/24 menor do que a do ano passado. O documento projeta um crescimento total na demanda de óleo de 1,6% no primeiro semestre de 2024 frente a 2023.
O consumo dos combustíveis do ciclo Otto continua em patamares elevados, com o etanol hidratado aumentando a participação pela relação de preços mais favorável quando comparado com a gasolina C. Para 2024, a EPE estima que o cenário de crescimento vai permanecer e atingir 59,6 bilhões lge. A tendência também deve ser observada em 2025, com 62 bilhões lge. Já em relação ao QAV, a demanda do setor aéreo deve continuar a aumentar, estimulada pelo crescimento do PIB. A entidade projeta recordes na atividade do segmento em 2025, mas a demanda pelo combustível de aviação ficará abaixo da média histórica em decorrência dos ganhos de eficiência operacional das empresas aéreas e aeroportos, do sucateamento de aeronaves antigas por novas.
Por fim, o GLP teve um crescimento de 4,7% no primeiro bimestre deste ano em comparação ao ano anterior. A pesquisa explica que a alta foi impulsionada pela retomada do consumo no Norte após o fim do período de seca. A baixa na taxa de desocupação e o aumento da renda média devem estimular o crescimento do gás de cozinha nos próximos dois anos. Para este ano, a EPE também espera que o crescimento do consumo ao longo deste ano e do ano seguinte sejam influenciados pelo crescimento da economia e pela amenização dos efeitos do El Niño sobre o clima. Além da normalização da safra 2024/25, das políticas de transferência de renda e de programas governamentais, com destaque para o Novo PAC. Em 2025, o estimado é uma alta de 3,3%, ou 4,6 bilhões de litros, para a demanda brasileira de combustíveis líquidos.
Fonte: EnergiaHoje
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