Os contratos de petróleo WTI, negociados em Nova York, fecharam em queda na segunda-feira (12), engatando a 11ª baixa seguida, a mais longa série já registrada para um primeiro contrato de WTI. O WTI para dezembro caiu 0,43%, a US$ 59,93 o barril.
Em Londres, o Brent para janeiro também abandonou a alta de mais cedo (+2,42%) e fechou em baixa de 0,09%, a US$ 70,12 o barril.
Mais cedo, o WTI chegou a subir 1,81%, mas devolveu os ganhos conforme investidores reavaliaram expectativas de redução de oferta, mesmo com a promessa da Arábia Saudita de reduzir a disponibilidade de petróleo em 500 mil barris por dia, em dezembro.
Parte disso se deve ao fato de que a Rússia, o maior exportador de petróleo fora do cartel, prejudicou a iniciativa, não concordando com um novo corte antes de novas discussões na próxima reunião, em dezembro.
O petróleo consolidou a baixa nesta segunda-feira após o presidente americano, Donald Trump, afirmar pelo Twitter que, “com sorte, Arábia Saudita e Opep não vão cortar a produção de petróleo”.
A forte queda do petróleo desde as máximas em quatro anos, alcançadas no começo de outubro, tem deflagrado preocupações sobre se representa um sinal de desaceleração da economia global. Mas, para Parag Thatte, estrategista do Deutsche Bank, o tombo do óleo está mais ligado a um retorno para padrões médios do que a uma crise econômica.
“A partir de abril, os preços do petróleo iniciaram a alta, com o mercado focado na queda da oferta, primeiro da Venezuela, depois do Irã”, disse. Segundo ele, na máxima de outubro, os preços do petróleo estavam 30% acima de seu “valuation” histórico e “continuam caros” em cerca de 10%, mesmo depois de considerada a recente correção.
Hoje, os preços foram afetados ainda pela força do dólar, que oscilava nas máximas em 17 meses contra uma cesta de moedas. A alta do dólar prejudica os preços do petróleo pelo fato de os contratos da commodity serem denominados na moeda americana – portanto, se tornam mais caros para investidores internacionais quando o dólar se valoriza.
Negociações eletrônicas
Nas negociações eletrônicas, após o pregão regular, os preços do petróleo intensificam as perdas em Nova York e Londres nesta segunda-feira. Às 18h37, o WTI (dezembro) caía 2,23%, a US$ 58,85 o barril. Na mínima, foi a US$ 58,68, menor patamar intradia desde 15 de março. O Brent (janeiro) recuava 1,58%, a US$ 69,07. Na mínima, desceu a US$ 68,87, piso desde 18 de abril.
Fonte: Valor Online
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