Os preços do petróleo fecharam em firme alta a quinta-feira (13), com investidores se apegando à queda dos estoques da commodity nos Estados Unidos, a despeito de a baixa ter sido menor que a esperada.
Tanto o WTI quanto o Brent aceleraram as altas perto do fechamento da sessão desta quinta, após a confirmação de que um incêndio atingiu um centro de distribuição de combustíveis da estatal petrolífera venezuelana PDVSA. A Venezuela é membro da Opep e um dos maiores produtores de petróleo do mundo.
Em Nova York, o contrato futuro do WTI com vencimento em janeiro terminou em alta de 2,80%, a US$ 52,58 o barril. É a maior alta em dez dias. Em Londres, o barril do Brent (fevereiro) terminou o pregão em alta de 2,16%, a US$ 61,45, na maior valorização em uma semana.
A Administração de Informação de Energia reportou que os estoques de petróleo bruto nos EUA caíram em 1,2 milhão de barris na semana finda em 7 de dezembro. Analistas consultados pelo “Wall Street Journal” esperavam, em média, queda de 2,8 milhões de barris.
“Esperava que o mercado subisse hoje, porque, ontem, o fato de não ter sustentado os ganhos me surpreendeu”, diz Bill O’Grady, estrategista-chefe de mercados da Confluence Investment Management.
Estoques em alta
Apesar desta quinta-feira mais positiva, de forma geral o cenário segue frágil, por causa do aumento da oferta de petróleo.
A Agência Internacional de Energia informou, nesta quinta, que os estoques comerciais de países da OCDE subiram em 5,7 milhões de barris em outubro, para 2,872 bilhões de barris.
Pela primeira vez desde março, os estoques subiram para acima da média de cinco anos ‒ uma medida-chave utilizada pela OCDE para análise do cenário.
A decisão da Opep e aliados de reduzir a produção em até 1,2 milhão de barris por dia pode trazer algum alívio, mas há muitas dúvidas sobre a capacidade de melhorar o equilíbrio entre demanda e oferta.
“Os cortes acertados têm impacto, eles tornam o equilíbrio de demanda e oferta menos negativo [para os preços do petróleo], mas não otimista”, afirma Tamas Varga, analista da corretora PVM.
Segundo Varga, os estoques na OCDE podem subir para 2,9 bilhões de barris até o começo de 2019, sem quedas prevista, a menos que uma redução inesperada nos estoques aconteça.
Fonte: Valor Online
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