O consumo nacional de energia elétrica totalizou 48.184 GWh no mês de setembro de 2026, o que representa um aumento de 4% na comparação com o mesmo mês de 2025. Esse foi o sexto avanço consecutivo do consumo nacional na comparação mensal interanual, de acordo com a Resenha Mensal da EPE. Segundo o levantamento, a alta foi liderada pelas classes residencial e comercial. Mas todas as classes registraram crescimento do consumo no período: residencial (7,7%), industrial (0,1%), comercial (8,3%) e outros (0,6%). O clima mais quente em grande parte do país, associadas a chuvas abaixo da média na porção centro-norte do país, podem ter favorecido o aumento do consumo residencial. As temperaturas mais altas também pode ter favorecido o consumo comercial, a despeito da expansão moderada da atividade econômica. A EPE observou também que a classe industrial apresentou, em setembro, o segundo maior consumo para o mês desde 2004. Nesse movimento, destacou-se a fabricação de produtos alimentícios.
Regionalmente, também houve expansão generalizada, com destaque para o Centro-Oeste (10,5%), seguido por Norte (7,3%), Nordeste (5,6%), Sul (2,6%) e Sudeste (2,2%). No acumulado dos últimos 12 meses, o consumo nacional alcançou 576.141 GWh, um aumento de 1,7% em relação ao mesmo período anterior. O mercado livre respondeu por 45,5% do consumo nacional de energia elétrica em setembro de 2026, totalizando 21.938 GWh. Na comparação com setembro de 2025, o consumo cresceu 3,6%, enquanto o número de consumidores aumentou 16,5%. O Centro-Oeste apresentou a maior expansão do consumo (9%), ao passo que o Norte registrou o maior crescimento no número de consumidores livres (27,1%). No mercado regulado das distribuidoras, o consumo somou 26.246 GWh, correspondendo a 54,5% do total nacional. Em relação a setembro de 2025, houve alta de 4,4% no consumo e de 1,5% no número de consumidores. Nesse ambiente de contratação, o Centro-Oeste registrou tanto a maior expansão do consumo (11,3%) quanto o maior crescimento no número de consumidores cativos (3,4%).
A EPE registrou uma desaceleração do movimento de migração ao mercado livre iniciada em 2024, quando ocorreu a abertura desse ambiente de comercialização a todos os consumidores do grupo A desde janeiro. Após a interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em setembro de 2025, teve início a migração ao mercado livre no estado. A classe comercial registrou o primeiro consumidor livre em agosto de 2026. Na classe industrial, o primeiro registro ocorreu em setembro.
Fonte: EnergiaHoje
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