A capacidade instalada de termelétricas a gás natural, que hoje é de 12 GW, pode chegar a 23 GW em dez anos. Com isso, a modalidade deve aumentar sua participação na matriz energética, saltando de 8% para 11% no período. No total, a capacidade instalada deve atingir 216 GW daqui a uma década.
Apesar do avanço, a fatia correspondente à fonte na matriz energética tem potencial para ser maior, avalia o diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, José Mauro Coelho. Isto porque ainda não está definida qual fonte será contemplada para o atendimento ao consumo de ponta, que deve responder por 6% da matriz em 2027. Caso a opção seja pela contratação de mais térmicas a gás, a participação dessa fonte no mix de geração deve ser ampliada.
Hoje, a demanda termelétrica está em 34 milhões de m³/dia e deve atingir 35 milhões de m³/dia em 2027. Se considerar a demanda termelétrica indicativa de usinas a ciclo combinado, poderá ocorrer um acréscimo de 23 milhões de m³/dia em 2027.
Produção
A produção líquida de gás natural deve crescer a um ritmo de 5,5% ao ano até 2027, saindo de 65 milhões de m³/dia, em 2017, para 111 milhões de m³/dia. O dado não considera a reinjeção, que poderá passar de 28 milhões de m³/dia para 74 milhões de m³/dia, e nem o consumo do gás nas próprias plataformas de produção. Com isso, a reinjeção pode passar de 25% de tudo o que é produzido para 34% da fatia total. A produção bruta crescerá a uma taxa maior que 7% ao ano, saindo dos atuais 110 milhões de m³/dia para 217 milhões de m³/dia em dez anos.
Fonte: Brasil Energia Online
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