Os preços do petróleo fecharam em forte alta na sexta-feira (18), impulsionado pelo otimismo em relação à China. O país é o maior importador global de petróleo, e a perspectiva de desaceleração econômica chinesa tem gerado receios em relação à demanda pela commodity.
De acordo com uma matéria divulgada pela Bloomberg na sexta-feira, a China se ofereceu para aumentar significativamente as importações de produtos americanos nos próximos seis anos. Fontes a par das negociações indicam que o país asiático estaria disposto a elevar as importações anuais dos Estados Unidos em US$ 1 trilhão, na tentativa de reduzir o superávit comercial com os EUA a zero até 2024.
Os contratos do petróleo WTI para fevereiro fecharam em alta de 3,32%, a US$ 53,80 por barril, na Bolsa de Mercadorias
de Nova York (Nymex), enquanto o Brent para março subiu 2,48%, a US$ 62,70 por barril na ICE, em Londres. Os ganhos estendem o rali do petróleo, com ambos os benchmarks acumulando ganhos de mais de 15% no ano. Na semana, o WTI subiu 4,1% e, o Brent, 3,5%.
Nesta semana, o petróleo já recebia sustentação da notícia, divulgada ontem, de que autoridades comerciais americanas estariam debatendo a possibilidade de retirar as sobretaxas sobre produtos importados da China, para encorajar Pequim a abrir concessões a Washington. A ideia teria sido proposta pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, mas estaria enfrentando resistência por parte do representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer.
A Agência Internacional de Energia (AIE) apontou, em relatório mensal divulgado nesta sexta-feira, que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) cortou em 590 mil barris/dia a produção em dezembro, liderada por queda de 420 mil barris/dia na oferta da Arábia Saudita. A própria Opep havia reportado, na quinta (17), queda maior, de 751 mil barris/dia, na produção do cartel em dezembro.
Fonte: Valor Online
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