O petróleo fechou sem sinal único na terça-feira (05), perto da estabilidade. Os contratos foram impulsionados pela divulgação pelo governo da China de um plano de estímulos à economia, que tendem a apoiar a demanda pela commodity. Por outro lado, o dólar se valorizou durante a sessão, o que fez pressão contrária.
O petróleo WTI para abril fechou em baixa de 0,05%, a US$ 56,56 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para maio teve ganho de 0,29%, a US$ 65,86 o barril, na ICE.
Num primeiro momento, o anúncio da China pressionou os preços dos contratos na madrugada, após o país informar que sua meta de crescimento para 2019 deve ficar entre 6,0% e 6,5%, abaixo do avanço de 6,6% obtido no ano anterior. Pequim, contudo, apontou também que adotará medidas de estímulo, entre elas cortes de impostos, para apoiar o quadro.
Economista de energia do ABN Amro, Hans van Cleef destaca a importância da perspectiva chinesa para a demanda por petróleo. Segundo ele, existe ainda a expectativa por progressos no diálogo comercial entre EUA e China, o que tende a apoiar os contratos.
Já os analistas da Ritterbusch & Associates destacam que o WTI tem oscilado entre US$ 55 e US$ 57 o barril nas duas últimas semanas. Na opinião deles, tem havido perda de fôlego nas compras, o que poderia levar a uma queda nos preços para cerca de US$ 50 o barril até meados do mês.
Investidores aguardam agora a divulgação do relatório semanal de estoques do American Petroleum Institute (API), após o fechamento desta terça-feira (às 18h30 de Brasília). Nesta quarta-feira, será informado o dado oficial de estoques semanais do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).
Fonte: IstoÉ Dinheiro / Estadão Conteúdo
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