Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira, 8, após a divulgação de indicadores econômicos mais fracos do que o esperado nos Estados Unidos e na China, o que pode ser interpretado pelos investidores como um sinal de desaceleração global, gerando preocupações sobre a demanda por energia.
O petróleo WTI para abril fechou em queda de 1,04%, a US$ 56,07 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), mas apresentou alta de 0,48% na comparação semanal. Já o Brent para maio perdeu 0,84%, a US$ 65,74 o barril, na ICE, enquanto subiu 1,03% na comparação semanal.
A divulgação dos dados fracos da balança comercial chinesa, que reforçaram preocupações com um cenário de desaceleração global, deram a tônica aos mercados, que operaram em queda durante todo o dia. Em fevereiro, as exportações chinesas sofreram tombo anual de 20,7%, bem maior do que o declínio previsto de 6%.
Além disso, o embaixador americano para a China, Terry Branstad, disse em entrevista ao Wall Street Journal que um acordo comercial entre os dois países não é iminente e que as recentes discussões bilaterais foram “longas e difíceis”, aumentando a preocupação dos investidores.
Nos Estados Unidos, os indicadores de emprego também contribuíram para o sentimento de cautela dos mercados. De acordo com o Departamento do Trabalho, o país criou 20 mil empregos em fevereiro, muito abaixo da previsão de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de geração de 185 mil vagas.
Para o analista de commodities do UBS, Giovanni Staunovo, esses indicadores aumentaram a percepção de desaceleração da economia global por parte dos investidores. Para ele, “há um risco de recessão, o que prejudicaria a demanda pelo petróleo”, pressionando o preço do óleo.
Fonte: IstoÉ Dinheiro / Estadão Conteúdo
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