Os contratos futuros do petróleo fecharam a sessão em forte baixa hoje, consolidando o primeiro mês de perdas para a commodity no ano e uma retração semanal superior a 9% nos preços. A pressão vendedora ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ter anunciado que vai impor tarifas sobre produtos mexicanos, sob a alegação que o país vizinho
não está contribuindo para amenizar o fluxo de imigrantes ilegais para os EUA.
A percepção de que uma escalada protecionista mundial possa prejudicar o crescimento econômico e, consequentemente, a demanda pela commodity, ajudou a desencadear as vendas. Os contratos do Brent para agosto encerraram o dia em queda de 5,11%, a US$ 61,99 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços do WTI para julho fecharam o dia em queda de 5,46%, a US$ 53,50 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).
No acumulado mensal, os preços da referência global recuaram mais de 13%, enquanto os da referência americana caíram mais de 16%, no pior mês para a commodity desde novembro de 2018.
“A notícia chocante de que o presidente Donald Trump vai impor tarifas sobre todas as importações do México ocorre em meio a crescentes evidências de que a economia americana já perdeu considerável impulso”, diz Paul Ashworth, economista-chefe dos EUA da Capital Economics.
“O relatório de emprego de maio e as pesquisas de atividade do ISM devem ajudar a confirmar ou refutar essa narrativa, mas a atenção na semana que vem estará agora firmemente focada no comércio”, afirmou.
Ainda pesam sobre a commodity desconfianças sobre a oferta global de petróleo. Após três semanas de declínio, a contagem de sondas de petróleo em atividade nos EUA aumentou o correspondente a três na semana, totalizando 800, de acordo com dados divulgados hoje pela Baker Hughes. A contagem semanal é considerada um dado antecedente sobre a produção do setor no país, que continua sob escrutínio do mercado, com os estoques do país ainda bem próximos a máximas de 22 meses.
Fonte: Valor Online
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