Os futuros do petróleo apagaram as perdas que apresentavam mais cedo e encerraram a segunda-feira (12) em alta, apesar das elevadas preocupações com a desaceleração econômica global, por conta do aprofundamento da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Os contratos futuros para setembro do West Texas Intermediate (WTI) fecharam em alta de 0,78%, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), para US$ 54,93 por barril. Já os contratos futuros do Brent para outubro encerraram em leve alta de 0,06%, negociados a US$ 58,57 o barril na ICE, em Londres.
“Os preços do petróleo, após terem caído 15% durante o mês passado, para mínimas de sete meses, parecem ter se estabilizado, ainda que temporariamente, nos últimos dois pregões. Os investidores equilibram os temores de desaceleração no crescimento da demanda e uma oferta mais apertada, devido aos cortes na produção e redução das exportações iranianas e venezuelanas, além de temores de uma possível ruptura no fornecimento no Golfo Pérsico ”, escreveram analistas da Tradition Energy, em nota.
Ambas as referências do petróleo abriram a sessão com perdas de mais de 1%, pressionadas pelo pessimismo com a tensão comercial e os seus possíveis efeitos sobre a demanda pela commodity. Ademais, pesam também a redução das perspectivas de crescimento global por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o corte das previsões de demanda da commodity pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Estrategistas do ING mantêm-se atentos às sinalizações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
“Acreditamos que a forte oferta dos países externos à Opep no próximo ano mostra que o cartel deve ter de agir ou enfrentar riscos de quedas dos preços.”
O petróleo entrou em ‘bear market’ na semana passada – quando um ativo apresenta recuo de 20% em relação a um pico recente -, com analistas ligando o declínio às preocupações sobre as tensões entre Washington e Pequim.
Fonte: Valor Online
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