Os contratos futuros de petróleo voltaram para o território positivo, nesta terça-feira (10), após o maior tombo desde 1991 com a “guerra de preços” provocada pela Arábia Saudita. As notícias de que a Rússia estaria cogitando cooperar Opep trouxe euforia para o mercado da commodity, e os preços subiram.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril encerrou em alta de 10,38%, a US$ 34,36 o barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo Brent para maio subiu 8,32%, a US$ 37,22 o barril.
O ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, disse que não descarta medidas conjuntas com a Opep para ajudar a estabilizar os mercados da commodity. Por outro lado, o ministro de Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, disse que não vê necessidade de a Opep+ realizar uma reunião em maio-junho depois do fracasso do acordo para aprofundar o corte na produção.
O diretor-gerente para Oriente Médio da consultoria do setor de energia FGEnergy, Iman Nasseri, afirmou em entrevista para o Broadcast que é difícil esperar um acordo da Opep+ por enquanto. Segundo o analista, “se os preços seguirem na casa dos US$ 40 o barril, o compromisso poderia demorar até um ano”.
Para o Commerzbank, o aumento nos preços do petróleo no dia de hoje se deu por um misto de euforia com a possibilidade de uma retomada nas conversações da Opep+ e um “contramovimento” após uma queda exagerada nos preços da commodity. “No entanto, é muito cedo para qualquer recuperação sustentada dos preços. Afinal, a demanda permanece sob pressão devido à propagação contínua do coronavírus”, avalia o banco alemão.
A instituição também lembra que a queda nos preços do petróleo já provocou as primeiras reações entre produtores de óleo de xisto dos EUA, que anunciaram reduções maiores nos investimentos e menor produção. “Muitas empresas dos EUA já estavam de costas para a parede antes da queda nos preços devido a altas dívidas e dificuldades de financiamento. A atividade de perfuração diminuiu continuamente até meados de janeiro e, desde então, estagnou em um nível baixo”, afirma o Commerzbank.
A Casa Branca anunciou nesta terça que deve buscar ajudar federal para as empresas de xisto para evitar quebradeira, de acordo com fontes.
Fonte: IstoÉ Dinheiro / Estadão Conteúdo
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