Os preços médios dos combustíveis nos postos do Brasil avançaram pela segunda semana consecutiva, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira, que apontam altas de mais de 1% frente à semana anterior.
O movimento nas bombas vem após consecutivos aumentos de preços pela Petrobras nas refinarias no mês passado e em meio a um salto nas cotações internacionais do petróleo.
Os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, fecharam a semana com ganhos de 19,2%, enquanto o petróleo nos EUA (WTI) avançou 10,7%.
A Petrobras, que domina o mercado de refino e afirma levar em conta em sua precificação fatores como o petróleo e o câmbio, anunciou uma elevação de 7% do diesel e uma alta de 5% na gasolina a partir de 27 de maio. Foi o quarto aumento consecutivo para a gasolina no mês e o segundo do diesel.
Nos postos, o diesel foi comercializado por em média R$ 3,045 por litro, ou 1,2% acima do visto na semana anterior.
Ainda assim, as cotações do combustível mais utilizado do país estão agora em patamar 19,4% abaixo do verificado nas bombas na primeira semana de 2020.
A redução nas refinarias, no entanto, foi bem maior, e acumula cerca de 35% até o momento no ano, segundo a Petrobras.
A gasolina marcou o maior avanço semanal nas bombas, de 1,5%, e foi vendida por em média R$ 3,895 por litro para o consumidor final.
O valor é 14,5% inferior à média do início de janeiro, enquanto nas refinarias o combustível registra queda acumulada de cerca de 31%.
No etanol, os preços nos postos subiram 1,46% na semana, para 2,579 reais por litro. A cotação está 18,75% abaixo dos patamares do começo do ano.
O repasse de reajustes nas refinarias até os consumidores finais não é imediato e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de biodiesel.
Fonte: Reuters
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