A SCGÁS informa que acompanha continuamente os desdobramentos do cenário geopolítico internacional e seus impactos sobre o mercado de energia, em um contexto de aumento da volatilidade e pressão sobre os preços de commodities. Apesar desse ambiente, reforça que não há risco de desabastecimento em Santa Catarina, uma vez que o fornecimento é garantido por contratos firmes e de longo prazo.
Os recentes conflitos internacionais têm provocado efeitos diretos no mercado global de energia, com reflexos nas cotações do petróleo tipo Brent e do Henry Hub — referências para contratos de gás natural em diversos países. Como parte desses contratos ainda está indexada a esses indicadores, as variações no cenário internacional são gradualmente incorporadas aos preços do gás.
No cenário brasileiro, esse movimento também acontece. O principal ponto de atenção segue sendo o comportamento dos preços, que acompanham a dinâmica do mercado externo e também impactam outros energéticos, como gasolina, diesel e GLP. No entanto, diferentemente de combustíveis como gasolina e diesel, que têm sofrido aumentos mais imediatos e intensos, o gás natural apresenta maior estabilidade. Isso ocorre devido aos mecanismos regulatórios e contratuais, que diluem os impactos ao longo do tempo.
Em Santa Catarina, os contratos de suprimento da SCGÁS possuem reajustes trimestrais (fevereiro, maio, agosto e novembro), e os preços atuais permanecem estáveis até o final de abril. O próximo reajuste considera a evolução das cotações do Brent e do Henry Hub nos meses anteriores, que seguirá sendo monitorada. Já o repasse aos consumidores ocorre de forma semestral, em janeiro e julho, conforme regulamentação da ARESC. Resolução nº 73 e suas revisões, o que contribui para maior estabilidade nos preços.
Outro ponto relevante é a diferença estrutural na logística de distribuição. Enquanto combustíveis como diesel e gasolina dependem fortemente do transporte rodoviário, sujeito a interrupções e gargalos, o gás natural é distribuído por meio de gasodutos, o que garante maior segurança e regularidade no abastecimento.
Além disso, parte da oferta de gás é nacional com preços negociados de longo prazo, ao contrário do diesel e da gasolina, cuja dependência de importações — cerca de 30% e 15%, respectivamente — aumenta a exposição do país às oscilações externas. Esse fator contribui para a maior volatilidade desses combustíveis, já perceptível nos preços praticados no mercado. Segundo dados da ANP referentes à segunda semana de março, o litro do diesel já chegou a R$ 6,45 e da gasolina R$ 6,44. Estes valores ainda sofreram uma elevação nos últimos dias, após o levantamento oficial.
No caso do GNV, o preço médio está em torno de R$ 4,72 por metro cúbico, com menor frequência de reajustes em comparação a outros combustíveis. O modelo tarifário, com atualizações semestrais, atua como um mecanismo de amortecimento das oscilações de mercado, contribuindo para maior previsibilidade, especialmente para frotas e operações de transporte.
A SCGÁS continua monitorando o cenário e avaliando seus contratos e estratégias, dentro das possibilidades regulatórias, para mitigar efeitos sobre o mercado e buscar garantir o equilíbrio do mercado, mantendo a segurança no fornecimento e a previsibilidade para seus consumidores.
Fonte: SCGÁS / Comunicação
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