A eletrificação da mobilidade urbana é um caminho, “mas não necessariamente é o melhor” para o Brasil, defende Gabriel Kropsch, sócio-fundador da Sinergás, fornecedora de soluções para o mercado de gás natural veicular (GNV) e biometano. Kropsch questiona a imagem da eletrificação do transporte como solução de “emissão zero” – ao citar as emissões no ciclo de vida dos veículos elétricos, sobretudo na mineração necessária para fabricação das baterias, além de sua destinação. E destacou os riscos de se basear a matriz energética do transporte em fontes renováveis intermitentes. “A gente também construir todo um sistema baseado em fontes que dependem de condições climáticas acaba trazendo um fator de risco muito forte. Então, assim, a eletrificação é uma opção, mas ela não é nem de longe a única opção”. Kropsch defende que o Brasil deveria olhar com mais atenção para o potencial de substituição de diesel por biometano no setor de transporte pesado. “Nós temos toda a cadeia logística de produção, de distribuição desse biometano e inclusive dos veículos movidos a biometano no Brasil. Então, por que nós vamos adotar uma tecnologia mais cara, importada, ineficiente e que, no final das contas, nós estamos atribuindo ao sistema elétrico um peso muito maior do que o necessário?”.
Fonte: Eixos
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