A Abrace defendeu um ajuste nas regras do leilão do gás natural da União para sejam retiradas as segmentações da oferta em produtos específicos, para não reduzir a competição pela molécula.Em nota, a Abrace alega que, quanto maior a disputa, “mais transparente será a formação do preço e maior será a capacidade do gás da União de funcionar como instrumento de desenvolvimento do mercado e de competitividade para a indústria brasileira”.As regras complementares para o leilão do gás natural da União, colocadas em consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia (MME), propõem a divisão do volume a ser ofertado, igualitariamente, em cinco grupos industriais prioritários: Químico e Petroquímico; Fertilizantes
Siderúrgico, Metalúrgico e Mineração; Vidreiro; e ceramista. A Abrace destacou que o leilão do gás da União “pode contribuir para uma verdadeira transformação do mercado de gás natural, com efeitos positivos sobre a competitividade da indústria, a atração de investimentos e a geração de emprego e renda”. Mas sugere que, para que esse potencial se concretize, o MME retire a possibilidade de realização de leilões ou produtos específicos dentro do próprio leilão que possam segmentar a oferta e reduzir a competição pela molécula. “Entendemos que com a abertura do mercado de gás natural e a dinâmica dos clientes industriais nesse mercado, fazem com que a expectativa de grande disputa no leilão aumente. E esse é o papel dos agentes: fomentar o mercado, aumentar a competição e a transparência em todos os segmentos da cadeia do gás natural”, cita a nota.
Fonte: Eixos
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