Os preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (31), num dia negativo para ativos
considerados mais arriscados e após dados dos Estados Unidos sugerirem chances de aumento de produção à frente.
Mas em agosto tanto o Brent quanto o WTI tiveram firmes altas, depois de um mês de julho de fortes quedas. O óleo foi sustentado por expectativa de menor oferta, em parte devido a sanções dos EUA contra o Irã.
Na Nymex, em Nova York, o petróleo WTI (outubro) fechou esta sexta-feira em queda de 0,64%, a US$ 69,80 o barril. No mês, o WTI subiu em torno de 1,5%, depois de cair mais de 7% em julho.
Na ICE, em Londres, o barril do Brent (novembro), referência global da commodity, caiu, hoje, 0,49%, a US$ 77,64. Mas concluiu agosto com ganho de mais de 4%.
Nesta sexta, pesou sobre o mercado a informação de que a contagem de sondas de perfuração em atividade nos EUA subiu o correspondente a duas em relação à semana passada, para 862 esta semana, de acordo com o mais recente levantamento da empresa Baker Hughes. Ou seja, aumentou o ritmo de atividade de exploração de petróleo, o que pode resultar em maior oferta, elemento que pressiona os preços para baixo.
Além disso, as quedas em outros mercados de risco, como ações, afetam o sentimento do investidor, que busca a segurança do dólar. A moeda americana mais fortalecida torna o petróleo mais caro para compradores de fora dos EUA, o que funciona como outro fator negativo ao petróleo.
O mercado monitorou, ainda, notícias sobre possibilidade de o Golfo do México, importante área de exploração de petróleo nos EUA, ser atingido por furacões na próxima semana. Ruídos em torno da ameaça do presidente americano, Donald Trump, de retirar os EUA da Organização Mundial do Comércio (OMC) também mexeram com os preços.
Do lado da oferta, a Arábia Saudita deverá reportar aumento de 136 mil barris por dia na produção de petróleo de agosto, para 10,424 milhões de barris diários, segundo uma fonte citada pela S&P Global Platts.
Fonte: Valor Online
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